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EUA confiam que presidência de Putin mudará postura russa sobre Síria

Washington, 5 mar (EFE).- O governo dos Estados Unidos expressou nesta segunda-feira sua confiança de que a ascensão à Presidência russa de Vladimir Putin, vitorioso nas eleições deste domingo, conduza a uma mudança na postura desse país respeito à Síria.

‘Esperamos ver uma atenção renovada à tragédia na Síria agora que as eleições passaram’, assinalou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, em sua entrevista coletiva diária.

Os EUA expressarão à Rússia, ‘praticamente de forma imediata’, suas preocupações sobre a situação na Síria, dado que a colaboração de Moscou na pressão ao regime de Bashar al-Assad é, segundo ela, ‘extremamente importante para a comunidade internacional’.

‘Nossa esperança é que, agora que essas eleições passaram, (os russos) se unam a nós para exercer mais na pressão para a assistência humanitária ao povo de Homs e ao povo de toda a Síria, que estão sofrendo nas mãos do regime’, acrescentou.

A porta-voz culpou a proximidade das eleições pela falta de avanços nas recentes negociações com funcionários do governo russo para conseguir uma nova resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU, destinada desta vez a impulsionar o acesso da ajuda humanitária ao país.

Durante os contatos da semana passada em Nova York, a delegação americana tinha ‘a impressão de que os russos não fariam mudanças em suas posições de política externa na semana anterior às eleições’, explicou Nuland.

O governo de Barack Obama busca um consenso internacional para garantir a entrada da assistência humanitária à Síria, após o duplo veto de Rússia e China a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, no dia 4 de fevereiro passado, ter impedido uma mensagem clara ao presidente sírio para que abandone o poder.

No entanto, a Rússia alega que uma resolução que contemplar a ingerência externa na Síria e impor a renúncia de Assad nunca será aprovada pelo Conselho de Segurança. Moscou acusa os EUA de buscarem aplicar na Síria o roteiro realizado na recente revolução líbia: sanções internacionais, embargo aéreo, intervenção militar ocidental e mudança de regime. EFE