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EUA cogitam ataques aéreos contra terroristas no Iraque

Pentágono nega informações de que bombardeios já tenham começado

(Atualizado às 20h41)

O Pentágono negou nesta quinta-feira que forças militares americanas tenham bombardeado pelo menos dois alvos terroristas no norte do Iraque. “Reportagens dizendo que os Estados Unidos conduziram ataques aéreos no Iraque são totalmente falsas. Nenhuma ação nesse sentido foi tomada”, postou o secretário de imprensa John Kirby em sua página no Twitter, depois que a informação foi divulgada pelo New York Times. O jornal atribuiu a informação a fontes do Curdistão e do governo iraquiano e disse que oficiais do Pentágono consideram possível que aliados americanos, sejam militares iraquianos ou turcos, tenham conduzido os ataques . Segundo o NYT, um anúncio na televisão curda do que seria o início de uma intervenção dos Estados Unidos provocou celebrações nas ruas.

A situação caótica no Iraque deixou o governo americano sem saber como reagir ao avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), grupo dissidente da Al Qaeda. O presidente Barack Obama reuniu-se na manhã desta quinta-feira com a equipe de segurança nacional e analisou tanto a possibilidade de realizar ataques aéreos contra os jihadistas como o uso de aeronaves para lançar suprimentos humanitários sobre o Monte Sinjar, onde aproximadamente 40.000 pessoas buscaram abrigo. Ameaçadas de morte por membros do EIIL, os foragidos sofrem com o calor e a falta de comida e água. Cerca de quarenta crianças já morreram na região, segundo o Unicef. A outra opção considerada pelos EUA é atacar os extremistas que estão sitiando a base da montanha.

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Os Estados Unidos estavam adiando uma ação militar contra o EIIL até a formação de um novo governo iraquiano que não tenha mais o xiita Nuri al Maliki no cargo de primeiro-ministro. No entanto, a crise no Monte Sinjar pode precipitar um ataque. Uma fonte consultada pelo NYT afirmou que qualquer ação militar seria “limitada, específica” e acrescentou que o partido de Maliki deveria anunciar nesta quinta um novo candidato a premiê.

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O EIIL, dissidente da Al Qaeda, tem avançado no norte do Iraque e tomou a cidade de Qaraqosh, obrigando milhares de moradores cristãos a fugir. Os jihadistas exigem que as pessoas fujam ou se convertam ao islã, para não serem executadas. Seus militantes estão retirando cruzes em igrejas e queimando manuscritos religiosos, segundo testemunhas. Qaraqosh, tida como a capital cristã do país, está localizada 30 quilômetros a sudeste de Mosul, segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo EIIL em junho. Em julho, centenas de famílias cristãs fugiram de Mosul depois de receberem um ultimato para que se convertessem ao islã ou pagassem uma taxa especial de “proteção”.

ONU – O Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques dos jihadistas e fez um apelo à comunidade internacional para apoiar o governo e o povo do Iraque e “fazer todo o possível para ajudar a aliviar o sofrimento da população afetada pelo conflito”, relatou o embaixador britânico nas Nações Unidas, Mark Lyall Grant.