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EUA: ciberataque atribuído a hackers chineses atingiu dados ‘sensíveis’

Ação contra o Escritório de Recursos Humanos teve alcance maior do que o divulgado em um primeiro momento

Por Da Redação - 13 jun 2015, 10h05

O ataque cibernético contra os Estados Unidos revelado na semana passada, atribuído a hackers chineses, foi maior do que o divulgado em um primeiro momento e afetou informações “sensíveis” de milhões de funcionários e fornecedores do governo americano. O Escritório de Recursos Humanos do governo americano (OPM, sigla em inglês), alvo da invasão, informou na sexta-feira que os hackers também conseguiram acessar uma base de dados que contém “informações sensíveis sobre controles de segurança” de milhões de funcionários federais e de empresas contratadas pelo governo.

“Podemos dizer que os sistemas da agência, que contêm informações sobre os controles de segurança foram hackeados”, relatou o porta-voz da OPM Samuel Schumach. Schumach explicou que a OPM está tentando determinar o alcance da ação dos hackers e que as pessoas cujos dados foram acessados serão todas notificadas. A OPM não detalhou o perfil das vítimas potenciais, mas, segundo o jornal New York Times, trata-se de agentes do FBI e de prestadores de serviços de defesa.

O ataque contra o sistema de computadores do Escritório de Recursos Humanos do governo de EUA, ocorrido em dezembro do ano passado e detectado em maio, pode ser o maior roubo de informações estatais já tentado contra o país. Oficialmente, ainda não foi revelado quem esteve por trás do ciberataque, mas vários veículos da imprensa americana, assim como um congressista republicano, dão como certo que o ataque partiu de hackers chineses. Segundo o jornal Washington Post, a China está construindo “bases de dados maciças com dados pessoais de americanos”, a fim de “recrutar espiões e para conseguir mais informações sobre um adversário”.

(com Agência EFE)

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