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EUA: Biden desafia Trump e ambos confirmam presença em debate presidencial

Depois de trocas de farpas nas redes, os dois concordaram que discussão será televisionada pela rede americana CNN no dia 27 de junho

Por Da Redação
15 Maio 2024, 16h28

Nesta quarta-feira, 15, o primeiro debate entre os dois principais candidatos presidenciais dos Estados Unidos, Joe Biden e Donald Trump, foi marcado para o dia 27 de junho. A discussão será sediada pela emissora americana de televisão CNN na Geórgia, um dos estados-chaves para a corrida presidencial, e foi proposto em um tempo considerado historicamente precoce na disputa pela Casa Branca. Haverá ainda um segundo debate, com data prevista para 10 de setembro.

Briga nas redes

“Donald Trump perdeu dois debates para mim em 2020 e, desde então, não apareceu para nenhum debate. Agora ele está agindo como se quisesse debater comigo novamente. Bem, faça o meu dia, amigo. Vou até fazer isso duas vezes”, disse o presidente Biden em vídeo compartilhado nas redes sociais. “Então vamos escolher as datas, Donald. Ouvi dizer que você está livre às quartas-feiras”, provocou, referindo-se ao dia em que o ex-presidente não está ocupado com as audiências de seu julgamento em Nova York.

Em resposta, Trump aceitou o desafio de Biden e os dois marcaram debates para junho e setembro. Ele afirmou à Fox News Digital que “é hora de um debate acontecer – mesmo que tenha de ser realizado através dos escritórios da Comissão de Debates Presidenciais, que são totalmente controlados pelos democratas”.

Na sua plataforma, a Truth Social, o republicano cutucou o presidente americano afirmando que ele era o “pior debatedor” que já enfrentou, acrescentando que “ele não consegue nem juntar duas frases”. Biden logo reagiu, escrevendo na plataforma X, antigo Twitter, que está pronto para um debate “em qualquer lugar, a qualquer hora”.

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Inédito

A proposta de Biden contrariou a atual tradição, de três debates realizados no segundo semestre e organizados pela Comissão Bipartidária de Debates Presidenciais. Segundo integrantes do Partido Democrata, adiantar e reduzir o número de discussões reflete mudanças na “estrutura” da atual eleições. Em ciclos eleitorais anteriores, a sigla argumentou, os debates foram concluídos tão perto da votação que foram “estruturados como espetáculo de entretenimento e não como uma troca séria de ideias que refletem os enormes riscos da eleição”.

A organização dos debates tem ficado cada vez mais complicada, enquanto ambos partidos buscam chamar atenção dos eleitores ainda indecisos – que hoje são considerados cruciais para as eleições acirradas. Apesar dos cidadãos americanos não serem obrigados a votar, aqueles que são “swing voters” (ora votam nos republicanos, ora nos democratas) são cada vez mais importantes para alcançar a vitória.

As equipes dos dois políticos já começaram a discutir informalmente qual seria o formato do debate. Até o momento, ainda há divergências – como a possibilidade de haver plateia ou não. Biden defende que os debates sem público, modelo dos anos 1960, costumavam a ter mais conteúdo e eram focados no “interesse do eleitor”. Por outro lado, Trump disse preferir “uma plateia enorme, pelo entretenimento” e que “Biden tem medo de multidões”.

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