OFERTA 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

EUA avaliam tachar CV e PCC como terroristas após pressão dos Bolsonaro, diz ‘NYT’

Herdeiros do capital político do pai, Flávio e Eduardo Bolsonaro fizeram lobby junto a autoridades governo Trump por medida vista como trunfo eleitoral

Por Flávio Monteiro 27 mar 2026, 15h54 | Atualizado em 31 mar 2026, 09h13
EUA avaliam tachar CV e PCC como terroristas após pressão dos Bolsonaro, diz ‘NYT’ Priorize VEJA no Google

O governo dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de designar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações criminosas. As informações foram divulgadas pelo jornal americano The New York Times nesta sexta-feira, 27, e apontam que a questão vem sendo influenciada diretamente pela pressão dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o NYT, a administração do presidente Donald Trump ainda não chegou a uma decisão, mas mantém as organizações no radar por representarem “ameaças significativas à segurança regional devido ao envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional”. Há um forte lobby de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência do Brasil, e seu irmão Eduardo pelo tema, que deverá ser de suma importância no pleito deste ano.

Inúmeras pesquisas de opinião têm demonstrado que a segurança pública é um dos temas mais importantes para os eleitores brasileiros, e há o entendimento de que a classificação das duas maiores organizações criminosas do país como terroristas daria um forte impulso à campanha presidencial de Flávio. Herdeiro do capital político do pai, ele tem como principal adversário o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de ser leniente com o crime.

+ Milei segue Trump e classifica cartel mexicano como ‘organização terrorista’

Continua após a publicidade

Aliados próximos do clã Bolsonaro têm trabalhado há meses para convencer a Casa Branca a aprovar a medida, argumentando que as facções são uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos, segundo o NYT. O próprio Flávio Bolsonaro chegou a viajar para Washington no ano passado, onde apresentou um relatório das atividades do CV e do PCC a autoridades americanas, incluindo acusações de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Uma possível aprovação da medida, discutida seriamente junto ao Departamento de Estado, tem dado dor de cabeça para o atual governo brasileiro, que enxerga a classificação como mais uma tentativa da Casa Branca de interferir na política brasileira. No ano passado, a administração Trump instrumentalizou tarifas e sanções econômicas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial no caso da Lei Magnitsky aplicada a Alexandre de Moraes, para influenciar o julgamento do ex-presidente Bolsonaro. Embora a postura não tenha tido sucesso, levantou questionamentos sobre a política externa de Washington.

Continua após a publicidade

Outro ponto que preocupa o Palácio do Planalto é a vulnerabilidade jurídica que a classificação gera. Brasília acredita que isso poderia abrir caminho para ações militares unilaterais do Exército americano no país, uma vez que Washington tem feito uso desse tipo de designação para bombardear embarcações ao longo da costa da América do Sul. Os Estados Unidos também utilizaram a classificação de grupos criminosos como terroristas na Venezuela para justificar a deposição do ex-ditador Nicolás Maduro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA 10.10

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver, + programa de benefícios Prata.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 10,10/mês
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).