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EUA aumentam pressão contra o narcotráfico na Colômbia

Ministério Público vai criar unidade especial voltada ao combate às quadrilhas

Por Da Redação 10 fev 2011, 12h00

Como os cartéis colombianos foram abatidos em operações patrocinadas pelos americanos, as quadrilhas mexicanas assumiram a tarefa de levar a cocaína da Colômbia para o lucrativo mercado dos Estados Unidos

As autoridades dos Estados Unidos estão aumentando os esforços contra traficantes colombianos que abastecem quadrilhas no México, envolvidas em uma violenta guerra contra as forças do governo local. Como os cartéis colombianos foram abatidos em operações patrocinadas pelos americanos, as quadrilhas mexicanas assumiram a tarefa de levar a cocaína da Colômbia para o lucrativo mercado dos Estados Unidos.

Na última quarta-feira, um tribunal federal de Miami indiciou o colombiano Diego Pérez Henao, apontado como líder de um dos “bacrims” (bandos criminosos) relacionados aos traficantes mexicanos. Pérez Henao continua foragido. Os “bacrims” se espalharam ocupando o vácuo deixado pelos antes poderosos cartéis colombianos da cocaína, como o Cartel de Cali e o Cartel do Norte del Valle. O Ministério Público dos Estados Unidos também anunciou a criação de uma unidade especial voltada para o combate às quadrilhas, em cooperação com as autoridades judiciais colombianas.

Autoridades americanas dizem que os “bacrims” são formados basicamente por ex-membros de grupos paramilitares de direita, mas que incluem também ex-guerrilheiros de esquerda da Colômbia. Juntos, eles estariam levando várias toneladas de cocaína por mês para pontos de desova na América Central e no México, onde a droga seria adquirida por cartéis mexicanos.

Segundo Mark Trouville, agente especial da DEA (órgão dos EUA para o combate às drogas), “o sucesso da repressão em remover a liderança de grandes organizações colombianas de tráfico de drogas resultou em pequenos grupos se unindo para continuar a importação em larga escala de cocaína para os Estados Unidos”.

Violência – Mais de 34.000 pessoas já morreram em todo o México desde que o presidente Felipe Calderón tomou posse e mobilizou o Exército para combater o narcotráfico. Além de confrontarem as forças de segurança, os cartéis também guerreiam entre si, em uma situação que afasta investidores e turistas.

A Colômbia já recebeu desde 2000 mais de 6 bilhões de dólares em ajuda dos Estados Unidos para combater traficantes e guerrilheiros, mas o país continua sendo o maior produtor mundial de cocaína, exportando cerca de 400 toneladas por ano. Pelo menos oito outros colombianos foram recentemente indiciados pela Justiça americana. Três deles estão presos na Colômbia aguardando a extradição.

Os processos contra eles se baseiam em um estatuto jurídico dos Estados Unidos que atinge pessoas envolvidas na produção e distribuição de mais de cinco quilos de cocaína que se destinem ao mercado americano, mesmo que esses indivíduos se encontrem fora do país.

(Com agência Reuters)

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