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EUA assumem ataque que matou quatro supostos terroristas do EI na Líbia

Fonte de segurança líbia contradiz versão americana e diz que bombardeio foi executado por forças comandadas por marechal líbio

O Exército dos Estados Unidos se responsabilizaram nesta quarta-feira (6) pela morte de quatro supostos terroristas do Estado Islâmico (EI) na Líbia, como consequência de “um ataque aéreo de precisão, em coordenação com o Governo Líbio do Acordo Nacional (GNA)” realizado ontem.

O bombardeio aconteceu nas proximidades da cidade de Beni Walid, no noroeste do país e, segundo o afirmou o Comando dos Estados Unidos para a África (Africom), “por enquanto” não se tem conhecimento de que tenha causado vítimas civis.

“Os Estados Unidos não retrocederão em seu objetivo de degradar, perturbar e destruir organizações terroristas e de trazer estabilidade à região. Estamos decididos a manter a pressão sobre a rede de terror e a evitar que os terroristas possam encontrar refúgio”, acrescentou a nota.

Anteriormente, as autoridades líbias tinham confirmado um ataque aéreo na madrugada passada em Beni Walid, no qual quatro supostos membros do EI morreram, entre eles um “emir” da organização, como são chamados os comandantes.

Contradição

Segundo uma fonte de segurança líbia, porém, o bombardeio foi executado por forças ligadas ao marechal líbio Khalifa Hafter, que tem força no leste do país. A autoria não seria, portanto, do GNA, como anunciaram os Estados Unidos.

Hafter liderou o boicote ao chamado Acordo Nacional, forçado pela ONU em dezembro de 2015, que conduziu à formação do GNA, estabelecido em Trípoli e liderado por Fayez al Sarraj.

A fonte líbia afirmou que a operação aconteceu de madrugada, quando um avião atacou um veículo que circulava por Beni Walid. Ela detalhou que, além do emir do EI, identificado como Al Karami, seus três acompanhantes morreram, também supostos jihadistas.

(Com EFE)