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EUA alertam contra viagens a Israel, Portugal e Espanha por variante Delta

Medida foi anunciada horas depois de Casa Branca afirmar que não pretende suspender 'neste momento' restrições de entrada em seu território

Por Da Redação 27 jul 2021, 17h57

Horas depois de declarar que não pretende suspender “neste momento” restrições de entrada em seu território, o governo dos Estados Unidos acrescentou nesta terça-feira, 27, Espanha, Portugal, Chipre e Quirguistão à lista de países para os quais não recomenda viagens. Devido ao agravamento da pandemia de Covid-19, alguns territórios, como Israel, também sofreram modificações dentro do nível de alerta de Washington.

Os avisos de viagem foram emitidos pelo Departamento de Estado americano com base nas recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O CDC avalia o risco de contágio pelo novo coronavírus com base em cinco níveis, variando de desconhecido a baixo (1), moderado (2), alto (3) e muito alto (4).

Em comentário sobre a Espanha, elevada para o nível 4, o Departamento de Estado disse não recomendar viagens ao país por causa da Covid-19 e também pediu maior cautela “devido ao terrorismo e à agitação civil”. Para Portugal, a recomendação se refere especificamente à pandemia.

A lista de países do “nível 4” também inclui Reino Unido, Síria, Tunísia, Panamá, África do Sul, Serra Leoa e Venezuela, entre outros.

No caso de Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, o CDC emitiu um alerta de nível 3, “indicando um alto nível de Covid-19” e instando pessoas não vacinadas a “evitarem quaisquer viagens não essenciais a Israel”.

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Em 8 de junho, o CDC flexibilizou suas recomendações para viagens a 60 países considerados de muito alto risco devido à pandemia e incluiu boa parte dos membros da União Europeia.

No entanto, em 7 de julho, os EUA estenderam de um mês para um ano a validade das autorizações especiais de entrada para viajantes de países afetados pela proibição de viagens devido à crise da Covid-19, incluindo o Brasil e os países do espaço Schengen.

A proibição de entrada de passageiros da União Europeia foi imposta pelo ex-presidente americano Donald Trump em março de 2020, no início da pandemia, e mantida por seu sucessor, Joe Biden, quando tomou posse, em janeiro.

Atualmente, os EUA proíbem a entrada de praticamente todos cidadãos que não são norte-americanos e que nas últimas duas semanas estiveram em Reino Unido, Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã, Brasil e os 26 países europeus que formam o espaço Schengen.

Na semana passada, o governo americano afirmou que fronteiras terrestres do país com Canadá e México continuarão fechadas para viagens não essenciais até pelo menos 21 de agosto. Do lado contrário, Canadá anunciou que pretende começar a permitir a entrada de turistas norte-americanos totalmente imunizados a partir de 9 de agosto.

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