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EUA ainda não definiram libertação de 5 prisioneiros talibãs em Guantánamo

Washington, 4 jan (EFE).- O Governo dos Estados Unidos não tomou ainda nenhuma decisão sobre a libertação de cinco prisioneiros talibãs detidos em Guantánamo para impulsionar as conversas de paz entre o Afeganistão e os insurgentes, informou nesta quarta-feira a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz insistiu que os EUA apoiam e lutam ao lado do povo afegão para combater os talibãs que permanecem no campo de batalha, assim como em sua tentativa de reconciliação com aqueles que estão dispostos a dialogar.

Em resposta a se o Governo afegão já solicitou a libertação dos prisioneiros, Nuland evitou dar dados a respeito ‘pelo bem do processo’.

Segundo informou um jornal americano em dezembro passado, entre os presos está o importante comandante talibã Mullah Mohammed Fazl, retido em uma cela de alto risco em Guantánamo desde 2002.

Fazl é suspeito de milhares de assassinatos sectários de mulçumanos xiitas quando dirigia as tropas antes da invasão do Afeganistão em 2001 pelos EUA, que tiraram os talibãs do poder.

‘As condições para a reconciliação postas pelos EUA são as mesmas que as do Governo afegão. Os talibãs têm que estar dispostos a renunciar à violência, romper laços com a Al Qaeda e apoiar a constituição afegã em todos seus elementos, particularmente a respeito dos direitos humanos universais, das mulheres e das minorias’, esclareceu.

Victoria Nuland informou na terça-feira que os EUA apoiariam a abertura de um escritório talibã em território catariano se o Governo do Afeganistão o reconhecesse.

As autoridades do país asiático reafirmaram mediante um comunicado que deram seu sinal verde à medida em favor da reconciliação depois que ontem os talibãs se mostrassem pela primeira vez dispostos a negociar a paz com a comunidade internacional.

Dentro de sua estratégia para desenvolver o processo de paz no Afeganistão, os EUA decidiram dialogar com aqueles líderes talibãs que se comprometam a cortar seus laços com a Al Qaeda, aceitar o Governo civil eleito no Afeganistão e negociar de boa fé. EFE