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EUA advertem para ‘consequências’ por militarização da China no Mar do Sul

Região está sujeita a muitas reivindicações territoriais; governo chinês considera que a área é fundamental para impulsionar suas defesas

Por Da redação - Atualizado em 4 maio 2018, 22h31 - Publicado em 4 maio 2018, 14h34

Os Estados Unidos estão preocupados com a recente militarização no Mar do Sul da China. Segundo a Casa Branca, haverá consequências de curto prazo e de longo prazo pela ação.

A rede de notícias americana CNBC relatou na quarta-feira que a China instalou mísseis terra-mar e terra-ar no último mês em pequenas ilhas reivindicadas por Vietnã e Filipinas, citando fontes próximas à Inteligência americana. Se a informação for confirmada, isto poderá provocar novas tensões entre os países da região.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse na quinta-feira que o governo americano está “muito ciente” da situação e que haverá “consequências de curto prazo e longo prazo”, sem explicar quais são elas.

Uma autoridade americana, falando sob condição de anonimato, disse que a inteligência dos Estados Unidos observou alguns sinais de que a China havia transferido sistemas de armas para as Ilhas Spratly recentemente, mas não deu detalhes.

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O Mar da China Meridional, situado entre Vietnã, Filipinas, China e outros países, está sujeito a muitas reivindicações territoriais, o que não impediu Pequim de aumentar sua aposta pela zona, apoderando-se de ilhotas e atóis nos últimos anos.

Em 26 de abril, Pequim reafirmou seu direito de construir instalações de “defesa” na região em disputa, mas não confirmou as informações que asseguravam que haviam colocado mísseis em ilhas artificiais que construíram.

A China considera que a área é fundamental para impulsionar suas defesas para além da costa continental e, assim, assegurar as rotas de abastecimento de petróleo. Washington e outros países ocidentais insistem que as disputas devem ser resolvidas de forma legal e respeitar a liberdade de navegação.

(Com Reuters e AFP)

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