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EUA acusam Síria de cremar milhares de prisioneiros

As imagens de satélite mostram o que seria um crematório em uma prisão militar próxima à Damasco

Por Da redação - Atualizado em 30 jul 2020, 20h45 - Publicado em 15 Maio 2017, 15h39

O governo da Síria teria instalado um crematório no complexo penitenciário de Saidnaya, ao norte de Damasco, para destruir os corpos de milhares de prisioneiros executados nos últimos anos, denunciaram os Estados Unidos nesta segunda-feira.

Stuart Jones, sub-secretário interino do Departamento de Estado para o Oriente Médio, apresentou imagens de satélites que aparentemente mostram a neve derretendo no teto dessas instalações.

“A partir de 2013, o regime sírio modificou um edifício no complexo de Saydnaya para o que acreditamos ser um crematório”, declarou Jones. “Apesar de muitas atrocidades cometidas pelo regime já terem sido documentadas, acreditamos que a construção de um crematório é um esforço para encobrir a extensão dos massacres em Saydnaya”, ressaltou.

Ele acusou a Síria de cometer “assassinatos em massa” e pediu que o governo do presidente Bashar al-Assad acabe com “essas atrocidades”. Jones apontou ainda que a Rússia, apoiadora do líder russo, tem a responsabilidade direta em conter a situação. “Estamos horrorizados com as atrocidades que ocorrem na Síria com o apoio aparentemente incondicional da Rússia e do Irã”, disse.

 

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Jones indicou que a informação sobre o crematório chegou ao conhecimento de Washington por meio de agências humanitárias e pela comunidade americana de inteligência.

Segundo ele, até 50 pessoas seriam enforcadas diariamente nesta prisão. Jones mencionou um estudo da organização Anistia Internacional que estima entre 5.000 e 11.000 o número de mortos no local entre 2011 e 2015. Neste mesmo período, o governo de Assad teria aprisionado entre 65.000 e 117.000 pessoas.

A foto de satélite mais recente apresentada por Jones data de 2015. O funcionário não explicou o porquê da demora em mostrar essas imagens.

A denúncia acontece apenas uma semana após o encontro entre o secretário de Estado Rex Tillerson e o chanceler russo Sergey Lavrov, em Washington, em que a Síria foi um dos temas discutidos.

(com AFP)

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