Clique e assine com até 92% de desconto

EUA acusam Irã e Rússia de interferência nas eleições presidenciais

Eleitores receberam e-mail que continham ameaças caso não votassem em Trump; Teerã e Moscou negaram as acusações

Por Da Redação Atualizado em 22 out 2020, 11h54 - Publicado em 22 out 2020, 11h41

O diretor da Inteligência dos Estados Unidos, John Ratcliffe, acusou na quarta-feira 21 o Irã e a Rússia de orquestrarem uma campanha na internet com o objetivo de influenciar a opinião publica na eleição de novembro.

Ratcliffe disse que os dois países tentam usar a informação obtida “para transmitir informação falsa aos eleitores registrados com a esperança de causar confusão, semear o caos e socavar a confiança na democracia americana”.

O Irã, mais especificamente, enviou e-mails “concebidos para intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente [Donald] Trump”. As mensagens são direcionadas a eleitores democratas, que relataram ameaças caso não votassem em Trump.

  • As mensagens, que vinham acompanhadas do endereço postal do eleitor, eram assinadas pelos Proud Boys, um grupo supremacista branco armado que declarou apoio a Trump, e diziam: “Saberemos em qual candidato você votou. Eu, no seu lugar, levaria isto a sério”.

    Em um outro vídeo que circula na Internet, é insinuado que é possível enviar cédulas eleitorais falsas pelos correios, mesmo que a pessoa esteja fora dos Estados Unidos. “Estas ações são esforços desesperados de adversários desesperados”, acrescentou Ratcliffe.

    O diretor do FBI, Christopher Wray, assegurou que o sistema eleitoral continua sendo seguro e “resistente”.

    Continua após a publicidade

    “Tenham certeza de que estamos preparados para a possibilidade de ações de quem é hostil à democracia”, disse Ratcliffe.

    Irã e Rússia negaram acusações

    Já o Irã e Rússia rejeitaram nesta quinta-feira, 22, as acusações “sem fundamento” da Inteligência americana. Em Teerã, o ministério das Relações Exteriores informou nesta quinta que convocou o embaixador suíço, país que representa os Estados Unidos no Irã desde 1979.

    As autoridades americanas “fizeram acusações sem fundamento às vésperas das eleições para justificar o roteiro antidemocrático que já tem preparado”, afirmou o porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, em um comunicado. Para o porta-voz iraniano, as afirmações do americano são “invenções” e acusações “torpes”.

    Khatibzadeh reiterou que o Irã não tem nenhuma preferência entre os dois candidatos americanos e pediu a Washington que “aca be com as acusações inúteis e a invenção deste tipo de tramas e comece a atuar como um país normal”.

    Em Moscou, o porta-voz do Kremlin denunciou as acusações “infundadas” dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos. “As acusações chegam todos os dias e são totalmente infundadas, não têm nenhum fundamento”, afirmou à imprensa Dmitri Peskov.

    O diretor do serviço de inteligência americano, John Ratcliffe, afirmou na quarta-feira que Rússia e Irã conseguiram informações do registro de eleitores nos Estados Unidos e atuaram para influenciar a opinião pública.

    Continua após a publicidade
    Publicidade