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EUA acusam inteligência iraniana de estar ligada à violência na Síria

Os Estados Unidos aprovaram nesta quinta-feira sanções contra os serviços de inteligência iranianos, que foram acusados de estarem ligados à repressão aos protestos na Síria e de estimulá-las em sue próprio país.

O Departamento do Tesouro indicou que o Ministério iraniano da Inteligência e Segurança desempenhou “um papel central” na repressão no Irã e apoiou o regime sírio, que “segue cometendo violações dos direitos humanos”.

O Ministério iraniano da Inteligência e Segurança (Vevak) “viola os direitos fundamentais dos cidadãos iranianos e exporta suas práticas bárbaras para apoiar a odiosa repressão do regime sírio contra sua própria população”, ressalta o Departamento do Tesouro em um comunicado no qual anuncia sanções contra esse organismo do governo iraniano.

O Tesouro também condena o ministério iraniano por seu “apoio a grupos terroristas, entre eles a Al-Qaeda, a Al-Qaeda no Iraque, o Hezbollah (libanês) e o Hamas” palestino.

O governo americano assegura que incluiu o Vevak em sua lista de pessoas físicas e jurídicas sancionadas em virtude de vários decretos presidenciais, particularmente um firmado em setembro de 2010 que pune lideranças iranianas que Washington acusa de graves violações dos direitos humanos.

As sanções previstas por esse decreto presidencial estabelecem o congelamento dos bens das pessoas que estão na lista negra do Departamento do Tesouro. Um alto funcionário americano indicou recentemente à AFP que os Estados Unidos não haviam congelado fundos em virtude desse decreto, porque nenhum foi registrado em seu território.