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EUA acusam hacker de roubar dados pessoais de americanos e repassá-los para EI

Este é o primeiro caso de acusação formal em um crime que associa roubo cibernético e terrorismo

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente um hacker na Malásia de roubar dados pessoais de militares e servidores americanos e repassá-los ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). Este é a primeira acusação formal da Justiça dos EUA contra um suspeito de cometer um crime que associa ataque cibernético e terrorismo.

A Justiça americana divulgou o caso na quinta-feira, mas o hacker Ardit Ferizi foi preso na Malásia no dia 15 de setembro. Ele é cidadão de Kosovo e tem por volta de 20 anos, de acordo com a mídia local.

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Há quatro meses, Ferizi obteve ilegalmente dados pessoais como nomes, e-mails, senhas, endereços e telefones de mais de 100.000 americanos, e enviou as informações referentes a 1.351 militares e funcionários públicos para Junaid Hussain, um britânico membro do EI.

Em agosto, Hussain publicou um link para os dados no Twitter, advertindo que soldados do Estado Islâmico “irão atacar seus pescoços nas suas próprias casas”. Outro tuíte dizia: ‘Exército E governo americanos foram HACKEADOS pela divisão de espionagem do Estado Islâmico!’. Ele foi morto em um ataque de drone na Síria dias depois.

“Este é o primeiro caso deste tipo e, com essas acusações [ciberataque e terrorismo], nós pretendemos responsabilizar Ferizi pelo roubo das informações e também por seu papel em potenciais ataques do Estado Islâmico a americanos”, disse John Carlin, procurador-geral-adjunto dos Estados Unidos.

(Da redação)