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Estocolmo recebe semana de premiação do Nobel

Estocolmo, 6 dez (EFE).- Dez homens e três mulheres receberão esta semana o prêmio mais prestigiado do mundo por sua contribuição ao conhecimento e ao espírito humano: os Prêmios Nobel, um dos quais será entregue a título póstumo.

A chamada semana dos Nobel em Estocolmo inclui um amplo programa de leituras dos agraciados, assim como um concerto que terá como solista o tenor Joseph Calleja, e que terminará no sábado com a cerimônia de entrega (com exceção do Nobel da Paz, realizado em Oslo).

Tudo transcorrerá sem medidas de segurança especiais, afirmaram à Agência Efe fontes da organização, embora no sábado de manhã a segurança seja reforçada por estarem previstas manifestações de grupos próximos à extrema direita e esquerda.

Este ano, por causa de um incerto panorama econômico no Velho Continente, o Nobel de Economia buscou respostas do outro lado do Atlântico, ao premiar os americanos Thomas Sargent e Christopher Sims por ‘suas pesquisas empíricas sobre as causas e efeitos na macroeconomia’.

O sistema imunológico foi estudado nos trabalhos de Bruce Beutler e Jules Hoffmann sobre ‘a ativação da imunidade inata’, e de Ralph Steinman, que descobriu ‘a célula dendrítica e seu papel na imunidade adaptativa’, o que rendeu o Nobel de Medicina.

Entretanto, o prêmio de medicina entrará na memória popular por ser concedido a título póstumo. Steinman morreu três dias antes de ser divulgada a decisão da Academia, que foi mantida já que a morte só foi conhecida após o resultado.

As premiadas com o Nobel da Paz esbanjam humanidade e determinação. A presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, e as ativistas Leymah Gbowee, da Libéria, e Tawakul Karman, do Iêmen, foram destaque por ‘sua luta pacífica pela segurança da mulher e pelos direitos das mulheres de participar totalmente na construção da paz’.

O Nobel de Química foi concedido a um descobrimento ‘impossível’, ou pelo menos assim considerado pela comunidade científica. O químico israelense Dan Shechtman lutou para que a existência dos ‘quasicristais’ fosse reconhecida, o que transformou a forma de conceber a matéria sólida.

Uma atividade tão antiga quanto o homem, olhar a céu na busca de respostas valeu o Nobel de Física aos astrônomos americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, pelo ‘descobrimento da expansão acelerada do Universo através da observação de supernovas distantes’.

Já a poesia ganhou espaço na figura do sueco Tomas Tranströmer, agraciado com o Nobel de Literatura por sua obra austera e concreta que ‘oferece imagens densas e diáfanas’ além de uma ‘nova via de acesso ao real’.

Tranströmer, que em 1990 sofreu um derrame cerebral que reduziu sua fala e mobilidade, mostra em sua obra o interesse pela natureza, a música, os sonhos e o gosto pelas metáforas claras e expressivas. EFE

cr/dsm