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Estados Unidos voltarão a ter embaixador na Bolívia depois de 11 anos

O cargo estava vago desde que o ex-presidente Evo Morales expulsou os diplomatas americanos em 2008

Por Da Redação - 24 jan 2020, 10h37

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 24, que vão enviar um embaixador à Bolívia após 11 anos de vacância do cargo. Até o momento, o encarregado de negócios Bruce Williansom é o representante americano no país.

O anuncio foi feito pelo subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos, David Hale, em vídeo publicado pela embaixada americana na Bolívia. Segundo Hale, a chegada de um embaixador a La Paz tem como objetivo normalizar as relações entre os dois países. Além disso, o representante da diplomacia americana ressaltou a vontade de seguir as conversas com o governo interino de Jeanine Áñez.

O subsecretário classificou as próximas eleições de 3 de maio como um “momento crítico” para a Bolívia. O pleito foi convocado depois da anulação do realizado em outubro por suspeitas de fraude.

Hale visitou La Paz na última terça-feira 21, foi recebido por Áñez e antecipou o desejo da Casa Branca de voltar a ter um embaixador na Bolívia. Nos últimos 11 anos, os países eram representados por seus respectivos encarregados de negócios nas capitais.

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O ex-presidente Evo Morales expulsou em 2008 o então embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, e funcionários da Agência para o Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA) acusando-os de conspirar contra o seu governo.

Cinco anos depois, em 2013, o ex-presidente boliviano fez o mesmo com a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Washington nega as acusações feitas por Morales.

Antes disso, em 2011, os dois países firmaram um acordo para normalizar as relações bilaterais, mas as conversas não avançaram. O governo de Áñez se aproximou dos Estados Unidos desde a renúncia de Morales e nomeou em novembro do ano passado um embaixador em “missão especial não permanente” para atuar em Washington.

(Com EFE)

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