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Estados Unidos têm verão mais quente em 132 anos de medição

Fenômeno climático do El Niño tem influência direta sobre a ocorrência de temperaturas extremas

Por Luiza Zubelli 9 set 2026, 19h15
Estados Unidos têm verão mais quente em 132 anos de medição Priorize VEJA no Google

Os Estados Unidos tiveram o verão mais quente desde o início das medições no país, em 1865, há 132 anos. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 9, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a estação, marcada entre os meses de junho e agosto, atingiu a temperatura média de 23,6ºC, superando em 0,2ºC os recordes prévios de 2021 e 1936. Os dados não incluem os territórios do Havaí e do Alasca.

Isso significa que quatro dos verões mais quentes registrados ocorreram nos últimos cinco anos, com 2022 e 2024 ocupando o quarto e quinto lugar, respectivamente. A tendência reflete a consequência das mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas, cuja principal causa é a queima de combustíveis fósseis.

“Já é hora de parar de agirmos surpresos de que nosso planeta em aquecimento segue esquentando”, disse à agência de notícias AFP Andrew Dessler, cientista climático da Universidade do Texas A&M. “Isto está acontecendo exatamente como os cientistas previam literalmente há décadas”.

O recorde atual ocorre como parte do fenômeno “El Niño”, que pode ser o mais intenso em décadas, e já começou a desencadear eventos meteorológicos extremos em todo o mundo. A expectativa é que o fenômeno também provoque temperaturas recordes em 2027, mas ainda pode contribuir para que 2026 seja o ano mais quente já registrado, superando 2024.

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“O El Niño está claramente estabelecido e vai se intensificar até se tornar um fenômeno muito forte nos próximos meses, com grandes impactos nos padrões de precipitação e temperatura, além de riscos associados a inundações, secas e calor extremo”, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática das Nações Unidas.

Anteriormente, a agência climática americana já havia anunciado que julho de 2026 havia sido o mês mais quente desde o começo dos registros. O mês seguinte seguiu a mesma tendência, sendo considerado o agosto mais quente desde 1895, com temperaturas médias de 24,2ºC.

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