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Estados Unidos anunciam restrições de visto para funcionários da Huawei

Medida foi tomada logo após a China ameaçar retaliação ao Reino Unido pela proibição da entrada da empresa chinesa no mercado 5G britânico

Por Da Redação - Atualizado em 15 jul 2020, 16h09 - Publicado em 15 jul 2020, 15h33

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou nesta quarta-feira, 15, que restringirá a concessão de vistos a funcionários da Huawei e de outras empresas da China que forneçam “apoio material” a governos que “cometem violações aos direitos humanos”. A medida dos Estados Unidos foi anunciada horas após o Reino Unido ser alvo de ameaça da China devido a restrições comerciais à tecnologia 5G da empresa chinesa.

“O Departamento de Estado vai impor restrições de visto a alguns funcionários de empresas de tecnologia chinesas, como a Huawei, por darem apoio material a regimes que cometem violações aos direitos humanos em todo o mundo”, disse Pompeo.

Falando em específico sobre a Huawei, acusada pelos americanos de realizar espionagem para a China, o secretário de Estado chamou a empresa de “braço do estado de vigilância do Partido Comunista Chinês”.

Pompeo mencionou, dentre suas acusações à China de desrespeito aos direitos humanos, os campos de confinamento em massa na província de Xinjiang, onde, segundo os americanos, estão presos arbitrariamente até 2 milhões de uigures, minoria muçulmana da região.

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Ele não detalhou quantas empresas serão submetidas à nova restrição nem quantos funcionários podem ser afetados. Além da restrição na concessão de vistos, Pompeo também revelou que na segunda-feira, 20, viajará ao Reino Unido e à Dinamarca, dois países que proibiram as operadoras de telecomunicações em seus territórios de utilizar a tecnologia 5G da Huawei.

“Tenho certeza que o Partido Comunista da China e sua ameaça aos povos livres do mundo será uma questão prioritária”, explicou o secretário de Estado sobre a viagem.

Pompeo se referiu ao Reino Unido como um país “limpo” em elogio à decisão do governo britânico desta terça-feira 14 de banir a tecnologia 5G da Huawei a partir de 2021 — medida pela qual os britânicos foram alvos de ameaça de retaliação “pública e dolorosa” vinda da China.

Os Estados Unidos proibem o uso da tecnologia 5G da Huawei desde maio de 2019, por meio de um decreto do presidente, Donald Trump, que permite o governo federal de impedir empresas americanas de comprarem equipamentos de telecomunicação considerados perigosos à segurança nacional. Um ano após a assinatura do decreto, Trump estendeu a medida restritiva para até maio de 2021.

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Nenhuma empresa americana figura entre os principais players do mercado 5G mundial, sendo disputado principalmente pela Huawei e, também, pela sueca Ericsson, pela finlandesa Nokia e pela sul-coreana Samsung.

O Brasil também se envolveu na guerra pelo controle do mercado de 5G. A Huawei deixa claro seu interesse em participar da implantação da tecnologia no país. Porém, ao mesmo tempo em que tenta conservar os laços com a China – o maior parceiro comercial brasileiro – o governo de Jair Bolsonaro também força uma aproximação com os Estados Unidos.

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(Com EFE e Reuters)

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