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Estado Islâmico reivindica autoria de ataque em Moscou que matou 60

Homens armados abriram fogo contra espectadores que estavam em uma sala de concertos nesta sexta-feira

Por Da Redação
Atualizado em 8 Maio 2024, 12h12 - Publicado em 22 mar 2024, 19h07

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou autoria de um ataque que deixou ao menos 60 mortos e 146 feridos nos arredores de Moscou nesta sexta-feira, 22, quando vários homens armados abriram fogo contra espectadores que estavam em uma sala de concertos.

O grupo assumiu autoria do ataque em um pequeno comunicado publicado pela agência de notícias Amaq, vinculada ao Estado Islâmico, no Telegram. O comunicado, no entanto, não apresenta evidências que sustentem a reivindicação.

Em vídeos filmados dentro da sala de concertos, o público que aguardava uma apresentação da banda de rock Piknik pode ser ouvido gritando, enquanto repetidos tiros vêm do lado de fora da sala.

Segundo a RIA Novosti, pelo menos três pessoas usando uniforme do Exército dispararam suas armas no Crocus City Hall, uma enorme sala de concertos no subúrbio de Krasnogorsk, no oeste da capital russa.

Vários outros meios de comunicação russos também disseram que o edifício que abriga a sala de concertos pegou fogo. Vídeos postados em canais de aplicativos de mensagens russos mostram enormes nuvens de fumaça preta subindo sobre o prédio. Outras imagens filmados em uma rodovia que passa perto do Crocus City Hall mostram partes da construção em chamas. A mídia estatal Russia24 informou que o telhado do local desabou parcialmente.

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A agência de notícias russa 112, que é especializada em reportagens criminais, estimou o número de mortos em 40, além de mais de 150 feridos.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que ocorreu uma “terrível tragédia” no local. Pelo menos 70 ambulâncias foram enviadas para o local do ataque. Segundo a RIA Novosti, o governador regional de Moscou chegou à sala de concertos logo após os serviços de emergência.

“Hoje uma terrível tragédia ocorreu no centro da cidade de Crocus. Minhas condolências aos entes queridos das vítimas. Dei ordens para prestar toda a assistência necessária a todos os que sofreram durante o incidente”, disse Sobyanin num comunicado.

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Sobyanin disse no Telegram que cancelaria todos os eventos esportivos, culturais e outros eventos públicos em Moscou neste fim de semana. Segundo o Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o ataque e está sendo mantido atualizado sobre as medidas no terreno.

Em 7 de março, a embaixada dos Estados Unidos em Moscou emitiu um alerta de segurança, dizendo que seus funcionários estavam “monitorando relatos de que extremistas tinham planos iminentes de atingir grandes reuniões em Moscou, incluindo shows”. A declaração avisava a cidadãos americanos que um ataque poderia ocorrer nas próximas 48 horas.

A Rússia não enfrenta grandes ataques terroristas desde 2017, quando 14 pessoas morreram numa explosão no metro de São Petersburgo. Homens-bomba mataram 34 pessoas em Volgogrado em 2013, pouco antes das Olimpíadas de Sochi. E em 2011, outros homens-bomba mataram 30 pessoas no aeroporto Domodedovo, em Moscou.

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