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Estado Islâmico é acusado de usar armas químicas na Síria

Governo e rebeldes acusam extremistas islâmicos de atentado que matou uma pessoa e feriu pelo menos outras dez

Por Da Redação - 23 ago 2015, 17h44

Militantes do Estado Islâmico foram acusados de usar pela primeira vez um agente químico em um ataque na Síria, de acordo com relatos de rebeldes da oposição e moradores locais. O ataque ocorreu na sexta-feira perto da cidade de Aleppo, matando uma pessoa e ferindo pelo menos dez, segundo relato de moradores.

O ataque ocorre após os comentários dos Estados Unidos para quem o Estado Islâmico havia usado gás mostarda contra forças curdas no Iraque, na semana passada – a primeira indicação de que os militantes tinham obtido armas químicas proibidas.

Tariq Najjar, enfermeiro-chefe do hospital de Marea, disse que os feridos do bombardeio tinham o que parecia ferimentos causados por estilhaços convencionais. Mas a equipe detectou um mau cheiro vindo dos ferimentos. Horas mais tarde, segundo ele, as vítimas começaram a ter dificuldade para respirar, manchas vermelhas na pele, diarreia e olhos lacrimejantes – todos os sintomas de guerra química. Ele disse que as vítimas incluíam uma família com dois filhos pequenos.

Em 2013, o governo sírio foi acusado de utilizar armas químicas contra a população. Um relatório coordenado pela ONU comprovou o emprego de armas proibidas no conflito.

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(Da redação)

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