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Estado Islâmico destrói mosteiro de 1.500 anos Síria

O padre responsável pelo mosteiro de Mar Elian foi sequestrado em maio. O religioso era conhecido por ajudar tanto católicos como muçulmanos perseguidos pelos extremistas

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h26 - Publicado em 21 ago 2015, 10h09

Os terroristas do Estado Islâmico (EI) destruíram mais um patrimônio histórico na Síria. Os militantes reduziram a pó o mosteiro de Mar Elian, construído há 1.500 mil anos, que fica na cidade de Al Quariatain. Em uma sequência de fotos divulgadas em redes jihadistas, é possível ver a profanação da igreja, seguida pela exumação dos restos de Santo Elian de Homs, morto pelos romanos em 285, e pela destruição de toda a estrutura. O santuário era dedicado ao santo, ficava no deserto sírio e era um dos centros católicos mais importantes do país.

O Mar Elian já havia sido restaurado por diversas vezes ao longo dos séculos e acolhia todos os anos, no dia 9 de setembro, milhares de peregrinos de toda a região. O local era liderado pelo padre sírio-católico Jacques Murad, que foi sequestrado no mês de maio, provavelmente, pelo próprio EI. O religioso era muito conhecido na região por ajudar tanto católicos como muçulmanos perseguidos pelos extremistas islâmicos e foi raptado enquanto separava mantimentos para refugiados.

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No início desse mês, os jihadistas sequestraram, ao menos, 230 civis na cidade, considerada um ponto estratégico na estrada que leva até Palmira, que desde maio deste ano está nas mãos do EI, e que segue até a região montanhosa de Al Qalamun, que fica em Damasco na fronteira com o Líbano.

Destruição da história – O mosteiro de Mar Elian não é o primeiro monumento histórico destruído pelo EI. Com o discurso de derrubar tudo que não se encaixar na visão do islã que o grupo tem, eles já destruíram dois mausoléus em Palmira, também na Síria, e há o temor que destruam a cidade inteira – que foi erguida no século II e é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade. No Iraque, eles devastaram a cidade de Nimrod – que guardava obras com mais de três mil anos de história -, destruíram inúmeras obras milenares em Mosul e também devastaram Hatra, que foi fundada no século III a.C. e era Patrimônio da Humanidade.

(Com Ansa)

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