Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Estado Islâmico anuncia nome de novo líder após a morte de Baghdadi

Uma mensagem de áudio veiculada nas redes sociais dos terroristas dá a liderança do grupo a Abu Ibrahim Hashimi Qurashi

Por Da Redação - 31 out 2019, 17h02

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) confirmou nesta quinta-feira, 31, a morte do ex-líder extremista Abu Bakr Baghdadi, que se matou durante um ataque das forças especiais americanas no domingo 27, e anunciou Abu Ibrahim Hashimi Qurashi como seu sucessor. Não há informações disponíveis sobre o novo líder. Baghdadi só aparecera em público duas vezes.

A divulgação do novo líder veio por meio de uma mensagem de áudio divulgada pelas redes sociais do grupo terrorista convocando os seguidores a levarem para adiante as últimas instruções de Baghdadi.

Pouco após a operação militar que resultou na morte do ex-líder extremista, outro ataque na província de Aleppo matou o porta-voz e braço direito de Baghdadi, Abu Hasan Muhajir. Seu sucessor se identificou como Abu Hamza Qurashi.

Em uma clara ameaça aos Estados Unidos, o novo porta-voz diz que os americanos não devem se alegrar com a morte de Baghdadi e que não devem se esquecer das mortes cometidas por suas mãos.

Publicidade

Para se chegar ao nome de um novo líder do califado, segundo a ideologia do Estado Islâmico, a pessoa deve ser descendente da tribo Quraysh, na qual o profeta Maomé teria nascido. O sobrenome Qurashi mostra essa descendência, colocando o porta-voz como sucessor de Ibrahim.

A volta do EI

O Estado Islâmico foi oficialmente derrotado em fevereiro deste ano após a vitória das Forças Democráticas da Síria (SDF) apoiadas pelos Estados Unidos na batalha de Baghuz, uma cidade próxima ao rio Eufrates no norte do país. Desde então, a Síria mostrou certa estabilidade com pouca atividade de remanescentes do grupo terrorista.

Mas no começo de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que estaria retirando completamente suas tropas do norte a Síria dando aval para o Exército da Turquia iniciar uma ofensiva contra os curdos que atuam no Exército de Proteção Popular (YPG), o principal grupo dos que compõe a SDF.

O YPG era responsável pela manutenção de prisões ao redor do norte do país que mantinham em custódia cerca de 11.000 militantes do grupo terrorista. Como a prioridade curda se voltou na proteção de suas fronteiras, milhares de terroristas fugiram de suas celas.

Publicidade

Enquanto a ameaça do Estado Islâmico ressurge lentamente, o governo do ditador Bashar Assad e a oposição se reuniram em Genebra nesta semana para iniciar as negociações para ser redigida uma nova constituição.

(Com EFE)

Publicidade