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Esquerdistas do Marrocos realizam protesto sem aliados islâmicos

Por Da Redação 25 dez 2011, 19h26

Rabat, 25 dez (EFE).- O movimento contestatório marroquino 20 de Fevereiro (20F) organizou neste domingo uma manifestação de protesto nas principais cidades do país, a primeira realizada após a separação com o movimento islâmico Justiça e Caridade, que é proibido, mas tolerado.

Em Rabat, o movimento contestatório juvenil reuniu mais de 700 pessoas em uma manifestação de protesto, a qual foi realizada de maneira pacifica. Além de serem contra a corrupção e o despotismo, os manifestantes cobravam mais ‘dignidade, liberdade e justiça social’.

Os manifestantes também reivindicaram uma monarquia parlamentar e pediram a saída de alguns políticos do país, como Ali Hima, recém nomeado como conselheiro do rei Muhammad VI, medida que para os militantes do 20F não ‘simboliza nenhuma possibilidade de mudança no país’.

A manifestação deste domingo é a primeira organizada pelo 20F após a ruptura com o movimento Justiça e Caridade, a qual foi firmada no último dia 19 de dezembro.

O movimento islamita, que havia se unido à versão marroquina da ‘Primavera Árabe’, marcou presença nas manifestações da estranha aliança entre esquerdistas e islamitas, a qual compartilhava apenas os lemas ‘contra a corrupção e o despotismo’.

A manifestação deste domingo, que durou apenas duas horas, foi finalizada na sede do Parlamento marroquino, onde havia uma dezena de fiéis ao rei. Porém, as forças de segurança evitaram um possível confronto.

O vice-presidente da Associação Marroquina de Direitos Humanos, Abdelilah Ben Abdeslam, que acompanhou a manifestação, disse à agência Efe que o protesto ‘firma o contínuo processo das reivindicações do 20F’.

Um dos integrantes do 20F, Omar Radi, afirmou que as reivindicações do movimento giram em torno de ‘mais democracia, separação de poderes e mais liberdade’, e questionou que ‘o novo Governo consiga atender algumas destas reivindicações’.

O presidente do novo Governo, o islamita Abdelilah Benkirán, secretário-geral do Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD), vencedor das legislativas de 25 de novembro, também já manifestou sua vontade de dialogar com o 20F. EFE

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