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Esquerda mexicana impugnará eleição em tribunal eleitoral

Obrador não aceita derrota nas presidenciais, vencidas por Enrique Peña Nieto

Por Da Redação - 9 jul 2012, 07h14

O partido do esquerdista Andrés Manuel López Obrador anunciou no domingo que impugnará no Tribunal Eleitoral as eleições presidenciais do dia primeiro de julho no México, vencidas por Enrique Peña Nieto, do PRI. O processo passará agora ao Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário, que decidirá sobre as impugnações dos partidos.

“Iremos ao tribunal nos próximos dias e dentro dos prazos legais”, disse em coletiva de imprensa Jesús Zambrano, presidente do Partido da Revolução Democrática (PRD) de Obrador, uma das três organizações políticas coligadas que o apoiaram na eleição.

O Instituto Federal Eleitoral (IFE) concluiu oficialmente a contagem total de votos da eleição geral, incluindo as legislativas, com a confirmação da vitória de Peña Nieto do Partido Revolucionário Institucional (PRI). Peña Nieto obteve 38,21% dos votos, seguido por Obrador com 31,59%, e em terceiro lugar a candidata do Partido Ação Nacional (PAN, no poder), Josefina Vázquez Mota (25,41%).

A esquerda havia pedido ao IFE para responder às denúncias contra o PRI por compra de votos e por ter ultrapassado o máximo de gastos de campanha antes que o processo chegasse ao tribunal. Obrador acusou o PRI de distribuir, em troca de votos, milhões de cartões pré-pagos para Soriana, uma rede de supermercados, enquanto o PAN denunciou que Peña destinou cerca de 49,09 milhões de dólares a pagamentos para funcionários eleitorais, uma quantia superior à permitida por lei para gastos de campanha.

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Parlamento – O PRI será a maior força na Câmara dos Deputados e no Senado, mas sem maioria, segundo o IFE. Na Câmara, integrada por 500 deputados, o PRI conseguiu, em aliança com o Partido Verde, 37,99% das cadeiras, de acordo com o IFE, que não divulgou o número de parlamentares eleitos pelo partido. De acordo com um cálculo preliminar de especialistas, serão 241 congressistas.

O esquerdista Movimento Progressista, coalizão de três partidos, conseguiu 26,97%, o que equivaleria a 134 cadeiras, enquanto o PAN recebeu 25,90% dos votos, equivalente a 115 deputados. O sistema eleitoral mexicano determina que dos 500 deputados, 300 são eleitos por voto direto e 200 são designados de maneira proporcional com base no número de votos de cada partido. No Senado, com 128 representantes, o PRI deve ficar com 61 cadeiras, contra 38 do PAN e 28 do Movimento Progressista.

(Com agência France-Presse)

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