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Espionagem eleitoral é ‘um dos maiores escândalos’ dos EUA, diz Trump

Presidente americano acusa FBI de espionar sua campanha para a Presidência em 2016

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 23 maio 2018, 21h04 - Publicado em 23 maio 2018, 20h28

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quarta-feira (23) seus esforços para desacreditar a investigação sobre o suposto conluio de sua campanha com Moscou, liderada pelo procurador especial Robert Mueller, e afirmou que o FBI foi flagrado em um “escândalo de espionagem”.

“O spygate pode ser um dos maiores escândalos políticos da história”, escreveu Trump no Twitter.

Segundo o ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Trump no ano passado, o uso de informantes secretos pela agência era “rigidamente regulado e essencial para proteger o país”. Comey tuitou sobre as críticas ao FBI, afirmando que os ataques “causam danos permanentes” ao país.

O caso envolve um informante de longa data do governo dos Estados Unidos, que teria abordado membros da campanha de Trump em uma possível tentativa de coletar informações sobre os esforços russos de influenciar no resultado da eleição.

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Agora, Trump e membros do Partido Republicano exigem que dados sobre o informante sejam divulgados, alegando que sua atuação poderia ser uma prova de que o governo de Barack Obama tentou espionar a campanha republicana por razões políticas.

A Casa Branca negociou o acesso a documentos confidenciais com aliados do governo, e sua divulgação é aguardada para quinta-feira.

“Vejam como as coisas mudaram de lugar”, escreveu o presidente no Twitter. “Eles foram atrás de um falso conluio com a Rússia, de um esquema inventado, e acabaram pegos no maior escândalo de espiões que este país talvez jamais tenha visto!”, acrescentou.

Trump fez estes comentários um dia depois de ter se recusado a dizer se confia no vice-procurador-geral Rod Rosenstein. Durante o fim de semana, o presidente exigiu que o Departamento de Justiça investigasse a suposta infiltração do FBI em sua campanha à Presidência de 2016.

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