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Espanha reabre fronteiras para turistas vacinados, mas Brasil fica de fora

Brasileiros e sul-africanos seguem com restrições de entrada no país; demais nacionalidades precisam estar vacinadas com imunizante aprovado pela UE ou OMS

Por Julia Braun 7 jun 2021, 10h05

A Espanha reabriu nesta segunda-feira, 7, suas fronteiras aos turistas vacinados de quase todos os países do mundo que tenham sido vacinados contra a Covid-19. O país também permitirá a entrada de navios de cruzeiros em seus portos.

Desde 24 de maio, o país permite que cidadãos de 10 países fora da União Europeia (UE) considerados de baixo risco entrem sem um teste PCR negativo para coronavírus. O Reino Unido, maior mercado espanhol para turistas estrangeiros, faz parte da lista, assim como Austrália, Nova Zelândia e Israel, entre outros.

Para os demais países, porém, a entrada só foi liberada nesta segunda. O governo espanhol exige ainda que os turistas estejam vacinados com um imunizante aprovado pela União Europeia ou pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que a última dose tenha sido tomada com no mínimo 14 dias de antecedência.

De acordo com este critério, os brasileiros vacinados estariam incluídos. No entanto, o país deliberou que a entrada de pessoas vindo tanto do Brasil quanto da África do Sul continue proibida para se evitar a transmissão de novas variantes da Covid-19.

Os voos procedentes dos dois países podem transportar apenas cidadãos ou residentes legais da Espanha ou de Andorra e passageiros em trânsito que fiquem menos de 24 horas no aeroporto. Já os viajantes da Índia, outro país com alta incidência da doença, podem entrar desde que cumpram quarentena ao chegar no país.

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Apesar da Espanha ter liberado a entrada aos turistas britânicos, o governo do Reino Unido ainda não retirou o país ibérico da lista de locais de alto risco para contaminação da Covid-19. Isso significa que todos os cidadãos que viajarem a destinos espanhóis deverão cumprir quarentena ao voltarem a suas cidades após as férias.

Destino popular

A Espanha foi o único país da UE a liberar a entrada de cidadãos de quase todos os países. Os demais países do bloco seguem um plano de reabertura mais controlado, que permite a circulação de turistas de países classificados como “seguros”. A régua para a entrada de estrangeiros é alta: só cidadãos de países que registrem no máximo 25 novos casos de Covid-19 a cada 100 000 habitantes nos catorze dias anteriores à viagem.

Antes disso, as fronteiras europeias estavam praticamente fechadas fazia mais de 450 dias. Um ou outro relaxamento permitiu a circulação entre países da UE, mas de modo geral a indústria do turismo ficou paralisada desde março passado.

O período foi especialmente difícil para a Espanha, segundo destino mais visitado do mundo e onde 14% da economia depende do turismo. Ao todo, 345 000 pessoas do setor perderam o emprego em 2020 — 90% de todas as demissões da pandemia. “As viagens domésticas não sustentam o setor. Os estrangeiros têm maior poder aquisitivo e se hospedam por mais tempo”, ressalta Tomás Mazón, do Instituto de Investigações Turísticas da Universidade de Alicante.

A ministra da Saúde, Carolina Daria, disse que o país está “em processo de recuperar sua liderança global no turismo”. “A Espanha é um destino seguro”, disse ela.

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