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Espanha prende ex-magnata mexicano do petróleo envolvido com a Odebrecht

Emilio Lozoya, que estava foragido desde maio de 2019, é acusado de desviar dinheiro de petroleira estatal mexicana via uma subsidiária da empreiteira

Por Da Redação - Atualizado em 13 fev 2020, 16h38 - Publicado em 13 fev 2020, 16h34

Um juiz do Tribunal Nacional da Espanha emitiu nesta quinta-feira, 13, um mandado de prisão provisória contra o ex-diretor da estatal da petroleira estatal mexicana Pemex. Emilio Lozoya foi detido na quarta-feira 12 na cidade espanhola de Málaga e é acusado de envolvimento em um esquema internacional de corrupção da empreiteira brasileira Odebrecht

Lozoya estava fugindo da Justiça desde maio de 2019, quando as autoridades mexicanas o acusaram de ter recebido propinas da empreiteira e as usado na campanha presidencial do ex-presidente mexicano Enrique Peña Neto. O ex-diretor também é acusado de ter autorizado a compra de uma empresa de fertilizantes desativada a um preço superfaturado desviando parte do dinheiro.

A Pamex teria pago cerca de 475 milhões de dólares à metalúrgica Altos Hornos pela empresa desativada, um valor muito alto, segundo a denúncia.

Os procuradores mexicanos, então, perceberam uma série de transferências suspeitas associadas à compra. Cerca de 3,6 milhões de dólares do total pago pela Pamex teriam sido enviados da Altos Hornos a uma empresa de fachada associada a Lozoya, na Suíça, via uma subsidiária da Odebrecht. Os investigadores suspeitam que essa transação seria parte do pagamento de propinas.

Após a fuga do México, as autoridades suspeitavam que Lozoya estava se escondendo na Alemanha. Seu nome foi colocada na lista de procurados pela Interpol. Em julho, a polícia alemã prendeu a mãe do ex-diretor, Gilda Margarita, acusada de participar da lavagem de dinheiro. Margarita foi extraditada ao México em novembro e aguarda o julgamento em prisão domiciliar.

O juiz colheu o depoimento de Lozoya por videoconferência – ele ainda não foi transferido para Madri – e depois decidiu pela prisão por causa de um suposto “risco de fuga”, já que o acusado não tem raízes na Espanha e dada a seriedade da penalidade que pode ser imposta, de 15 anos de prisão. O México tem agora tem 45 dias para registrar o pedido de extradição do ex-diretor.

A prisão foi classificada como “icônica” pelo procurador-geral do México, Alejandro Gertz. Lozoya nega todas as acusações.

(Com EFE)

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