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Espanha pede ordem de detenção europeia contra Puigdemont

O ex-presidente da Catalunha está em Bruxelas e não compareceu para depor à Justiça espanhola

Por Reuters - 2 nov 2017, 15h13

A Procuradoria espanhola pediu a emissão de uma ordem de captura europeia contra o presidente da Catalunha destituído Carles Puigdemont e quatro de seus conselheiros que não compareceram para depor nesta quinta-feira em Madri.

Os cinco foram acusados de rebelião e sedição pelo governo da Espanha após a declaração unilateral de independência. Eles foram convocados para comparecer diante da Audiência Nacional espanhola, um alto tribunal especializado em casos complexos, porém estão em Bruxelas e não compareceram.

A Procuradoria da Audiência solicitou especificamente que a ordem de prisão seja direcionada às autoridades da Bélgica, onde “se encontram ou ao menos para onde viajaram” os envolvidos. A juíza responsável pelo caso deve decidir agora se aceita o pedido.

Os procuradores alegam que Puigdemont e os quatro conselheiros ignoraram suas reiteradas convocações e ligações telefônicas. Além disso, indica que tanto o ex-presidente como os conselheiros Antonio Comín e Meritxell Serret pediram para depor “por videoconferência, mas sem oferecer dado algum sobre seu atual paradeiro”.

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Estavam convocados para depor na Audiência Nacional catorze integrantes do governo catalão investigados por rebelião, sedição e desvio de fundos por seu papel na proclamação da república catalã em 27 de outubro, ao que o governo central de Mariano Rajoy respondeu com a destituição do Executivo catalão e a dissolução do Parlamento regional. As acusações incluem delitos muito graves e podem resultar em penas de até 30 anos de prisão.

Somente nove integrantes do governo destituído compareceram para depor nesta quinta. A Procuradoria solicitou a prisão preventiva de oito deles, enquanto o nono poderá evitar a prisão com o pagamento de fiança.

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