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Espanha desmantela grupo ligado à prostituição liderado por brasileira

As vítimas eram mulheres paraguaias que entravam no país com a esperança de conseguirem uma vida melhor

Por Da Redação - Atualizado em 29 ago 2019, 16h13 - Publicado em 29 ago 2019, 16h03

A polícia da Espanha desmantelou nesta quinta-feira, 29, uma rede de tráfico e exploração sexual de mulheres paraguaias formada por brasileiros e espanhóis na província de Cuenca. Duas paraguaias eram obrigadas a se prostituir na boate alvo da operação.

Ao todo, os agentes detiveram 15 pessoas, revistaram quatro imóveis e fecharam o clube. A polícia também prendeu a brasileira apontada como líder do esquema, cujo nome não foi divulgado. Ela teria arrecadado cerca de 200.000 euros pela exploração sexual e era a responsável por organizar o recrutamento e a logística da retirada das mulheres do Paraguai.

O grupo contava com um número amplo de colaboradores especializados em forjar cartas de convite para as vítimas. Este documento permite a entrada e estadia temporária de estrangeiros a pedido de residentes que os acolhem na Espanha. Os alvos da organização eram mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica que viviam em zonas mais desfavorecidas.

A organização oferecia um futuro promissor, garantindo que ganhariam muito dinheiro na Espanha e que poderiam tirar suas famílias da pobreza. Depois, eram informadas que tinham contraído uma “dívida” e que teriam que quitá-la trabalhando como prostitutas.  Às vezes, as mulheres e seus parentes eram ameaçados e coagidos a pagar multas por não cumprirem com as estritas normas do clube.

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A rede também dispunha de um grupo de pessoas de confiança que era encarregado de enviar os lucro obtidos da exploração sexual e do tráfico de entorpecentes a uma conta bancária no Brasil em nome da proprietária do clube ou de sua filha. Também foram realizados envios ao Paraguai para financiar a viagem das vítimas.

(Com EFE)

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