Clique e assine a partir de 9,90/mês

Protesto convocado por Erdogan reúne centenas de milhares

O presidente turco chamou população às ruas, uma demonstração de apoio após tentativa fracassada de militares em tirá-lo do poder em julho passado

Por Da redação - 7 ago 2016, 16h09

Centenas de milhares de turcos reuniram-se em Istambul neste domingo em protesto convocado pelo presidente Recep  Tayyip Erdogan contra a recente tentativa de golpe, em uma demonstração de força organizada em um momento em que o Ocidente critica expurgos e detenções generalizadas no país.  O “comício da Democracia e dos Mártires”, na maior cidade do país, marca o clímax de três semanas de demonstrações diárias de apoiadores de Erdogan, muitos deles enrolados em bandeiras da Turquia, em praças ao redor do país.

Faixas na multidão diziam “Você é um presente de Deus, Erdogan” ou “Peça para morrermos e faremos isso”. Mas também foi a primeira vez em décadas que importantes partidos de oposição participaram de um comício em apoio ao governo, no país de quase 80 milhões de habitantes.

Um grupo de militares tentou em 15 de julho derrubar o presidente Erdogan. O episódio resultou em 271 mortos, 34 deles nas fileiras dos amotinados. Dezenas de milhares de pessoas já foram presas ou colocadas sob investigação desde a tentativa de golpe, incluindo soldados, policiais, juízes, jornalistas, médicos e funcionários públicos, levantando preocupações entre aliados ocidentais de que Erdogan está usando os eventos para ampliar o poder em suas mãos.

Erdogan tem prometido eliminar uma rede ligada ao clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estado Unidos, cujos seguidores nas forças de segurança, no Judiciário e nos órgãos públicos são apontados pelo presidente como organizadores de tentativas para assumir o poder e derrubar o atual governo. Gulen negou as acusações e condenou a tentativa de golpe, que ocorreu em um momento crítico para um país “de linha de frente” na Otan, enfrentando ataques de militantes islâmicos nas fronteiras com a Síria e uma insurgência de rebeldes curdos.

Continua após a publicidade

(Com Reuters)

Publicidade