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Erdogan diz ter ‘fé’ na reeleição de Maduro na Venezuela

O presidente turco tece elogios ao aliado venezuelano, e Maduro responde que o "povo da Venezuela dará uma lição de democracia ao mundo"

Por Da redação Atualizado em 18 Maio 2018, 11h50 - Publicado em 18 Maio 2018, 11h32

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse na quinta-feira ter “fé” de que Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela, será reeleito nas eleições de domingo. O líder turco afirmou que um carregamento de alimentos e remédios de Istambul deve chegar ao país sul-americano neste fim de semana.

“Estou acompanhando de perto as eleições previstas para 20 de maio na Venezuela e tenho fé que você terá a vitória”, disse o presidente turco, durante uma videoconferência com Maduro, transmitida pela televisão oficial venezuelana VTV.

  • Erdogan também está em plena campanha de reeleição na Turquia, desta vez para um novo mandato que dará maiores poderes ao presidente, graças a uma reforma constitucional aprovada no ano passado. A oposição o qualifica como um líder com ambições autoritárias.

    Ele detalhou que nos contêineres que chegarão à Venezuela “se encontram pneus, ônibus, vans, medicamentos, azeite, atum em lata, ervilhas verdes e leite em pó”.

    Os produtos chegarão em 18 embarcações, informou Erdogan, cujo país mantém estreitas relações com o governo venezuelano por iniciativa do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013).

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    “No próximo 24 de junho serão celebradas eleições na Turquia, se tivermos a vitória também nessas eleições acho que nossas relações serão mais fortes”, disse o mandatário turco.

    Maduro disse que o “povo da Venezuela dará uma lição de democracia ao mundo”.

    Eleições fraudulentas

    Apesar da troca de afagos entre os dois líderes, as eleições venezuelanas têm sofrido duras críticas por parte da oposição do país e da comunidade internacional.

    Diante da alta possibilidade de fraude eleitoral, em favor da reeleição de Maduro, a Mesa de Unidade Democrática (MUD) lançou um boicote às eleições. Recomendou que a oposição não lançasse candidaturas, para evitar a legitimação do pleito. Também fez campanha para que os eleitores se abstenham. Vários países, como a Argentina e a Espanha, afirmaram que não vão reconhecer o resultado deste domingo.

    Nesta quinta-feira e sexta-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também teceu duras críticas ao governo do chavista, acusando-o de pagar a cidadãos colombianos para votar a seu favor nas eleições deste final de semana e distribuir alimentos estragados aos venezuelanos como uma estratégia eleitoral, se aproveitando da crise humanitária e da falta de comida pela qual o país passa.

    (Com AFP)

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