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Equipes que buscam sobreviventes de naufrágio lutam contra relógio

Por Da Redação 15 jan 2012, 16h16

Eulalia Blanchard.

Ilha de Giglio (Itália), 15 jan (EFE).- Os mergulhadores encarregados de buscar os desaparecidos que ainda podem estar no interior do cruzeiro ‘Costa Concordia’, que naufragou na noite desta sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na Itália, prosseguem suas tarefas pessimistas após terem encontrado os corpos de dois idosos numa cabine.

A descoberta das duas vítimas fatais foi devastadora para o ânimo das equipes de resgate. Horas antes, três pessoas foram encontradas com vida dentro da embarcação, o que aumentou a esperança de existirem mais sobreviventes.

A embarcação, na qual viajavam 4.229 pessoas e que encalhou num banco de areia de cerca de setenta metros no litoral da ilha, que pertence à cidade de Grosseto, na Toscana, está bastante inclinada para seu lado esquerdo, o que dificulta o trabalho dos bombeiros e mergulhadores.

Ao se chegar à ilha de Giglio partindo num dos navios de Porto Santo Stefano, o que primeiro chama a atenção é ver como apenas o lado esquerdo da embarcação, onde uma enorme rocha está encravada no casco, está fora da água.

Além disso, botes salva-vidas que não puderam ser usados no caótico momento da evacuação dos passageiros permanecem pendurados na embarcação.

Da ilha é possível ver a cobertura do navio em posição vertical, uma quadra de tênis, o terraço e o grande escorrega da piscina, do que foi o maior transatlântico que já naufragou em todo o mundo.

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Uma imagem assustadora que permite entender a magnitude da tragédia, e que fez os passageiros lembrarem do Titanic, que afundou nas águas do Atlântico Norte em 1912.

Da ilha, também é possível acompanhar o trabalho das equipes de resgate, que estão em vários barcos ao redor do navio, que tem 114.500 toneladas e quase 300 metros de comprimento.

Neste domingo, quem estava no local pôde acompanhar o resgate por helicóptero de Marco Gianpietroni, comissário-chefe do ‘Costa Concordia’, que foi trazido numa maca do interior da embarcação, após ser localizado na ponte três do transatlântico. Ele fico preso nas entranhas do navio e permaneceu 36 horas dentro do transatlântico.

A façanha demonstrou as dificuldades que as equipes de salvamento têm pela frente. Além do frio e da escuridão no interior do navio, os homens que trabalham no resgate precisam ir até a parte superior do lado esquerdo, de onde descem em cordas para o interior da embarcação.

Segundo explicaram à Agência Efe fontes do governo da Toscana, só estão trabalhando no interior do transatlântico bombeiros especialistas em espeleologia (ciência que estuda o interior de cavernas).

No píer da pequena ilha do mar Tirreno, é onde está concentrada toda a atividade da localidade, que por se tratar de um destino turístico, conta nessa época do ano (inverno na Europa) com apenas cerca de mil habitantes, que após o naufrágio abrigaram os sobreviventes em suas casas.

De uma hora para a outra, Giglio se viu abarrotada de gente, que trabalham no centro de operação instalado no porto e de onde se controla o trabalho das equipes de busca, além, é claro, de um grande quantidade de jornalistas que foi para o local.

A igreja da ilha, que na noite de sexta se tornou abrigo para os sobreviventes, recuperou sua aparência original. Neste domingo, porém, alguns coletes salva-vidas permaneciam pelos cantos do templo, imagem que se repete em todos os outros lugares para onde as pessoas que estavam a bordo do navio se refugiaram após a tragédia, como uma creche e um pequeno hotel. EFE

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