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Equipes de resgate procuram vítimas de naufrágio na Rússia

Moscou, 19 dez (EFE).- As equipes de resgate continuam nesta segunda-feira a busca por sobreviventes do naufrágio da plataforma petrolífera russa Kolskaya no mar de Ojotsk, que resultou na morte de 16 pessoas, enquanto outras 37 permanecem desaparecidas.

Das 67 pessoas que se encontravam na plataforma Kolskaya, 14 foram resgatadas com vida no último domingo, o mesmo dia do naufrágio. Segundo especialistas, devido às péssimas condições climáticas, as equipes de resgate possuem poucas as chances de encontrarem mais sobreviventes.

De acordo com a imprensa russa, a maioria das pessoas que sobreviveram ao naufrágio eram marinheiros, os quais estavam em guarda no momento do acidente e também usavam trajes hidrotérmicos especiais.

Na manhã desta segunda-feira, agências locais informaram que na zona do naufrágio tinha sido avistada uma balsa com supostamente 15 pessoas, porém, a informação foi desmentida pelo Ministério de Emergências da Rússia. Os corpos das vítimas foram resgatados pelas equipes de resgate, que contavam com auxilio de navios e helicópteros.

Alexei Kucheiko, subdiretor da companhia ScanEx, relatou que não foi detectado vazamento de petróleo após o acidente. ‘Os dados de uma pesquisa com satélites não registraram camadas de petróleo na superfície da região onde ocorreu o naufrágio da plataforma’, disse o especialista.

No entanto, Kucheiko admitiu que as ondas poderiam dispersar o petróleo e impedir a localização de possíveis vazamentos.

O Ministério de Emergências informou anteriormente que as reservas do combustível a bordo da plataforma eram mínimas e não supõem uma ameaça para o meio ambiente, além de ressaltar que as duas principais causas do naufrágio foram: o descumprimento das normas de segurança durante o reboque da plataforma e o menosprezo das condições meteorológicas.

No entanto, o estado técnico da plataforma e as ordens dadas pelos capitães do reboque ainda deverão ser avaliados.

Segundo o jornal ‘Kommersant’, os trabalhadores não deviam estar na plataforma flutuante durante seu reboque, já que as normas de segurança proíbem tal situação.

‘Metade dos que estavam na plataforma não tinham nada a ver com o reboque. Eram operadores da perfuradora, seus assistentes e os motoristas dos guindastes’, afirmou uma fonte próxima da investigação, citada pelo ‘Kommersant’.

A fonte ainda acrescentou que estes funcionários se encontravam na plataforma porque os organizadores do reboque não alugaram outra embarcação para transportar o pessoal técnico.

Também disse que a plataforma não estava condicionada para suportar ondas tão grandes, de mais de cinco metros, as quais fizeram a plataforma tombar e se afundar nas águas geladas do mar de Ojotsk, no Pacífico Norte.

Para complicar a situação do resgate, os meteorologistas não preveem uma melhoria das condições climáticas nos próximos dois dias. Ondas de seis a sete metros, tempestades de neve, ventos de 65 km/h e a temperatura da água próxima de 0 graus serão os principais obstáculos das equipes de resgate.

Conscientes de que se trata de uma corrida contra-relógio, as autoridades russas aumentaram o número de unidades que participam da operação de resgate.

A plataforma Kolskaya, construída na Finlândia em 1985, pertencente ao consórcio Arktikmorneftegazrazvedka, que se encarrega de prospecção de reservas de hidrocarbonetos nos mares árticos da Rússia.

A plataforma, que possui 69,2 metros de altura, 80 metros de largura e capacidade para acomodar 102 pessoas, foi transferida em agosto do porto de Murmansk, no noroeste da Rússia, até o mar de Ojotsk para realizar prospecções frente às costas ocidentais da península de Kamchatka.

De acordo com o plano inicial, após os trabalhos de prospecção junto às costas de Kamtchatka, a Kolskaya devia atender encomendas da empresa mista russo-vietnamita ‘Vietsovpetro’. EFE