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Equipe da Cruz Vermelha é refém de jihadistas no Mali

Último contato do grupo com a ONG humanitária foi em 8 de fevereiro

Por Da Redação 11 fev 2014, 06h47

Um integrante do Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao) disse nesta terça-feira que uma equipe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha foi sequestrada no norte do Mali. A ONG humanitária declarou ter perdido o contato com essa equipe no 8 de fevereiro. “Capturamos um veículo de ‘inimigos do Islã’ junto com seus cúmplices”, declarou Yoro Abdulsalam, conhecido líder do movimento, em breve entrevista por telefone à agência France-Presse, acrescentando que se trata de membros da Cruz Vermelha. Ele disse ainda que os reféns estão “vivos e com boa saúde”.

Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da sharia.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

Nesta segunda-feira, a Cruz Vermelha anunciou que perdeu o contato com um de seus veículos, ocupado por cinco pessoas, sem saber se a situação era um sequestro ou uma pane técnica nos equipamentos de comunicação da equipe. Os ocupantes eram quatro membros da Cruz Vermelha e um veterinário de outra organização humanitária, todos malineses, desaparecidos em 8 de fevereiro quando viajavam de Kidal, no extremo nordeste do Mali, a Gao, no nordeste, afirmou Alexis Heeb, porta-voz da ONG.

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“Perdemos contato em circunstâncias que ainda ignoramos. É importante não fazer especulações, mas não descartamos nenhuma pista”, disse Christoph Luedi, diretor da delegação da Cruz Vermelha no Mali. As autoridades malinesas não fizeram nenhum comentário sobre o desaparecimento dos membros das organizações humanitárias.

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O Mujao é um dos grupos extremistas aliados da Al-Qaeda na região africana conhecida como Magreb Islâmico. O grupo ocupou o norte do Mali em 2012 e foi expulso parcialmente por uma intervenção militar da ONU liderada pela França no início de 2013. A operação francesa ainda segue em curso.

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(Com agência France-Presse)

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