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Equador denuncia grampos em embaixada em Londres

Empresa suspeita de implantar microfone afirma que informação é falsa

Por Da Redação
4 jul 2013, 11h23

O Equador denunciou a existência de um microfone implantado dentro de sua embaixada em Londres, onde vive o fundador do site de vazamentos WikiLeaks, Julian Assange, e pediu ajuda das autoridades britânicas para investigar os possíveis grampos, informou nesta quinta-feira a rede CNN. A suspeita recai sobre a companhia britânica de vigilância Surveillance Group Limited, que negou nesta quinta-feira o ato de espionagem.

Na quarta-feira, o ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, disse à imprensa que um “microfone espião” foi encontrado dentro da embaixada do país em Londres em 14 de junho. O instrumento estava escondido dentro de uma pequena caixa branca em um aparelho elétrico parcialmente coberto por uma estante de livros.

Patiño considerou preocupante a descoberta do microfone e afirmou que, de acordo com as primeiras investigações, a Surveillance, uma das maiores empresas de vigilância secreta do país, era suspeita. Por meio de um comunicado, o executivo-chefe da Surveillance Group Limited, Timothy Young, disse que a acusação de espionagem é “completamente falsa”.

“Escutamos nesta manhã uma acusação, cuja fonte é aparentemente Ricardo Patiño, o ministro das Relações Exteriores equatoriano, sugerindo que nós colocamos um microfone na embaixada do Equador. Isso é completamente falso. A Surveillance Group não está nem esteve envolvida em nenhuma atividade desta natureza. Nenhum membro do governo equatoriano nos contatou e nossa primeira notificação sobre este incidente foi por meio da imprensa nesta manhã”, disse Young.

Quito ofereceu ao fundador do Wikileaks asilo político, mas Londres se nega a conceder um salvo-conduto para que ele possa abandonar o país sem ser detido, já que é requerido pelas autoridades suecas por ser acusado de crimes sexuais.

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Leia também: WikiLeaks diz que Snowden pediu asilo a vinte países – incluindo o Brasil

Escândalo – A revelação acontece em meio ao escândalo de espionagem envolvendo o governo dos Estados Unidos. No mais recente capítulo das denúncias sobre a rede secreta de bisbilhotagem americana, a revista alemã Der Spiegel divulgou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) instalou grampos em escritórios diplomáticos de outros países na Europa. O delator dos programas americanos de vigilância,o ex-técnico da CIA Edward Snowden, que está em uma área de trânsito do aeroporto de Moscou desde 23 de junho, pediu asilo político ao Equador e a outros 19 países. O presidente equatoriano, Rafael Correa, no entanto, disse que só estudará o pedido se Snowden chegar ao país sul-americano – o que parece improvável, uma vez que os EUA cancelaram o passaporte do ex-técnico. No final de semana, o vice-presidente americano, Joe Biden, pediu ao Equador que não conceda asilo a Snowden. (Com agência EFE)

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