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‘Equador analisa o pedido de asilo de Assange’, diz Correa

Fundador do Wikileaks está refugiado na embaixada equatoriana em Londres

Por Da Redação - 20 jun 2012, 16h09

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que seu país está analisando o pedido de asilo do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se refugiou na véspera na embaixada equatoriana em Londres. “Somos um país de liberdade”, disse Correa numa breve declaração aos jornalistas no Rio de Janeiro, onde participa da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.

Entenda o caso

  1. • Julian Assange é acusado de agressão sexual por duas mulheres da Suécia, mas nega os crimes, diz que as relações foram consensuais e que é vítima de perseguição.
  2. • Ele foi detido em 7 de dezembro de 2010, pouco depois que o site Wikileaks, do qual é o proprietário, divulgou milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana que revelam métodos e práticas questionáveis de muitos governos – causando constrangimentos aos EUA.
  3. • O australiano estava em prisão domiciliar na Grã-Bretanha, até que em maio de 2012 a Justiça determinou sua extradição à Suécia; desde então, ele busca meios jurídicos para ter o caso reavaliado, com medo de que Estocolmo o envie aos EUA.

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A embaixadora do Equador em Londres, Ana Albán, reuniu-se com autoridades do governo da Grã-Bretanha para buscar uma solução “justa” para o caso. Em comunicado, a diplomata explicou que a decisão tomada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador levará em conta “a longa e bem estabelecida tradição do país de apoio aos direitos humanos”.

Julian Assange, fundador de Wikileaks, refugiou-se na embaixada equatoriana em Londres para pedir asilo político ao país com base na declaração universal de direitos humanos da ONU. Sua intenção é evitar sua iminente extradição para Suécia, onde responderá por crimes sexuais. Na semana passada, a Suprema Corte da Grã-Bretanha autorizou a extradição.

O fundador de Wikileaks alegou “perseguição” para reivindicar asilo ao Equador e nega os crimes de que é acusado – quatro agressões sexuais, denunciadas por duas mulheres. O Wikileaks divulgou desde 2010 milhares de informes diplomáticos confidenciais que revelaram métodos e práticas questionáveis de muitos governos, especialmente dos Estados Unidos.

(Com agência EFE)

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