Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Entre repúdio e diplomacia, América do Sul reage à saída de Dilma

Venezuela, Bolívia e Equador expressaram repúdio ao impeachment de Dilma, enquanto Argentina, Chile e Paraguai afirmaram respeitar a decisão do Senado

Por Da redação
Atualizado em 1 set 2016, 09h21 - Publicado em 1 set 2016, 09h21

O impeachment de Dilma Rousseff provocou reações distintas nos países sul-americanos. Enquanto o governo da Venezuela anunciou o congelamento de relações e o Equador decidiu retirar seu representante máximo em Brasília, Argentina, Chile e Paraguai expressaram “respeito” pelo novo governo.

Ainda na quarta-feira, a Chancelaria venezuelana anunciou em comunicado que o país iria “cancelar relações políticas e diplomáticas com o governo surgido desse golpe parlamentar”.  No Twitter, o presidente Nicolás Maduro condenou o que chamou de “Golpe Oligárquico da direita”.

O presidente venezuelano contou ter conversado por telefone com Dilma Rousseff após a votação do Senado, quando expressou sua solidariedade e disse que “a Venezuela não vai abandoná-la”. “Hoje é um dia triste para a história do Brasil e da América Latina, porque se orquestrou um golpe de Estado agressivo da oligarquia”, disse Maduro durante a transmissão obrigatória de rádio e TV na noite de ontem. “É contra nós, que lutamos pela justiça e pela igualdade”, declarou.

Outro aliado de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Equador retirou seu encarregado de negócios, Santiago Javier Chávez Pareja, até agora seu principal representante diplomático em Brasília. Em maio, Quito já havia convocado para consultas seu embaixador no Brasil, Horacio Sevilla. Desde então, ele não voltou ao posto. Embora não tenha mencionado o congelamento das relações, o país advertiu que “provavelmente a relação bilateral será afetada de alguma forma”.

Continua após a publicidade

Leia também:
Equador e Venezuela convocam representantes após impeachment
Argentina “respeita” o “processo institucional” do Brasil
Impeachment de Dilma repercute na imprensa internacional

Com uma postura mais moderada, o governo argentino de Mauricio Macri disse que “respeita” o processo de destituição de Dilma e “reafirma sua vontade de continuar pelo caminho de uma real e efetiva integração, com base no absoluto respeito pelos direitos humanos, as instituições democráticas e o Direito Internacional”.

O governo do Chile manifestou sua “confiança em que o Brasil resolverá seus próprios desafios, por meio de sua institucionalidade democrática”. A decisão de reconhecer a votação do Senado brasileiro também foi anunciada pelo Paraguai, por meio de seu chanceler, Eladio Loizaga.

Continua após a publicidade

Consulta

Na quarta-feira, o governo do presidente Michel Temer chamou para consultas seus embaixadores na Venezuela, no Equador e na Bolívia, após os três países adotarem a mesma postura de rejeição ao impeachment de Dilma Rousseff. Segundo o Itamaraty, a posição da Venezuela “revela um profundo desconhecimento das leis do Brasil e nega frontalmente os princípios e objetivos da integração latino-americana”.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, reagiu com firmeza às críticas dos antigos aliados do Brasil. “O governo venezuelano não tem qualquer moral para falar de democracia, já que eles não adotam um regime democrático”, afirmou Serra no site da Presidência. “Um país que tem presos políticos não vive em uma democracia”, declarou.

(Com AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.