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Entenda o domo de calor, fenômeno que provoca centenas de mortes no Canadá

Nos últimos quatro dias, foram registradas 233 mortes Columbia Britânica, onde temperatura chegou a recorde de 49,6°C

Por Da Redação Atualizado em 30 jun 2021, 13h01 - Publicado em 30 jun 2021, 12h46

No último domingo, 27, a pequena cidade montanhosa de Lytton, na província de Columbia Britânica, tornou-se um dos lugares mais quentes do mundo. No dia seguinte, alcançou a marca de 47,8°C. Na terça, ficou ainda mais quente, e a onda de calor atingiu seu recorde de 49,6°C.

Nos últimos quatro dias, foram registradas 233 mortes na província. O noroeste dos Estados Unidos, onde temperaturas tendem a não ser tão quentes, também registrou recordes e uma série de fatalidades, pegando moradores de surpresa. 

Especialistas dizem que a mudança climática deve aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor. 

O calor nas partes ocidentais do Canadá e dos Estados Unidos foi causado por uma onda de ar quente de alta pressão que se estende da Califórnia aos territórios árticos. As temperaturas têm diminuído nas áreas costeiras, mas não há muito descanso para as regiões do interior.

Antes de domingo, as temperaturas no Canadá nunca haviam passado dos 45ºC.

Desde os anos 1970 cientistas do clima alertam que o efeito das mudanças climáticas, que torna as ondas de calor mais frequentes, duradouras e intensas.

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Mesmo assim, nunca se viu nada igual ao atual fenômeno.

Os meteorologistas estimam que o domo de calor atual é raríssimo, e ocorre uma vez por milênio. Mas o aquecimento causado pelo homem torna extremos como esse mais comuns.

O primeiro-ministro da Columbia Britânica, John Horgan, disse que a semana mais quente que a província já teve levou a “consequências desastrosas para famílias e comunidades”.

O número de fatalidades relacionadas ao calor tende a aumentar, já que algumas áreas dizem que responderam a incidentes de morte súbita, mas ainda precisam comparar os números.

Só em Vancouver, acredita-se que o calor tenha contribuído para a morte inesperada de 65 pessoas desde a última sexta-feira.

Jodi Hughes, âncora meteorológica do Global News Calgary, disse à BBC que os bombeiros estão extremamente preocupados com a possibilidade de incêndios florestais, que podem ocorrer conforme o padrão do tempo muda.

 

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