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Energias renováveis despertam interesse do setor privado espanhol na Rio+20

Por Da Redação - 23 maio 2012, 11h13

Madri, 23 mai (EFE).- O investimento empresarial em energias renováveis como fonte de criação de emprego e uma rede de cidades inteligentes são algumas das propostas que o setor privado espanhol apresentará na Cúpula Rio+20, que será realizada entre 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro.

Nesse sentido, o secretário espanhol de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Gonzalo Robles, ressaltou nesta quarta-feira a importância de ‘reafirmar’ o compromisso da Espanha em um marco legislativo estável que planifique e minimize o risco dos investimentos em energias renováveis a longo prazo.

Robles fez essas declarações durante o seminário ‘A contribuição do setor público-privado espanhol à agenda da Rio+20’, que foi realizado hoje na capital espanhola.

Dentro deste seminário, diversas empresas espanholas líderes em energias renováveis apresentaram suas sugestões sobre o papel da Espanha na próxima Cúpula Rio+20. De acordo com os empresários espanhóis, o evento pode ser um catalisador para que o desenvolvimento sustentável se transforme em uma estratégia empresarial espanhola a longo prazo.

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O diretor-geral da Aciona Energia, Alan Ripa, destacou que as energias renováveis são ‘abundantes, limpas e autóctones’, além de fazer parte da solução para o problema energético.

‘Graças a estas características, as energias renováveis podem ajudar a superar os desafios energéticos e econômicos diante de uma possível queda da demanda energética’, afirmou Ripa.

‘Desta forma, a Espanha, como um país líder neste setor, deve aproveitar sua posição para expandir sua capacidade de exportação’, completou o diretor de Energia da empresa.

Segundo Riba, o investimento em energia renovável foi prejudicado pela crise, mas, mesmo assim, em poucos anos veremos que a geração de eletricidade de origem eólica, por exemplo, pode ser mais barata que as fontes convencionais.

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A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Gamesa, Susana Sanjuán, manifestou que as energias renováveis permitem a auto-suficiência, geram benefícios e conformam uma parte decisiva na proteção ambiental.

Além disso, ‘a energia eólica evitou a emissão de 22,8 milhões de toneladas de CO2 à atmosfera na Espanha. Entre o período de 2005 a 2010, 110 milhões de toneladas de CO2 poderiam ser evitadas’, afirmou Susana.

O responsável de Mudança Climática de Gás Natural da Fenosa, Amado Gil, insistiu em fomentar o emprego verde onde as renováveis têm um grande papel e apostou na ‘coexistência’ de empresas de energias renováveis e gasistas, ambas necessárias.

Para Amado, a estratégia na luta contra a mudança climática deve se materializar em três conceitos: reduzir o impacto ambiental, segurança na provisão de energia e competitividade. EFE

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