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Encontro histórico tenta reforçar relação entre EUA e China

O presidente chinês Hu Jintao se reúne nesta terça-feira com Barack Obama

Por Da Redação 18 jan 2011, 10h14

“Os países terão benefícios em suas relações bilaterais sadias e serão prejudicados no caso de enfrentamentos”

Hu Jintao

O presidente da China, Hu Jintao, viaja nesta terça-feira aos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer a confiança mútua e firmar bases para maior cooperação na próxima década. Ele adiantou à visita gestos de colaboração, como a assinatura de acordos no valor de 500 milhões de dólares. O roteiro de quatro dias deve incluir também a questão nuclear norte-coreana.

Em um momento em que o poderio econômico e militar da China não para de crescer, a relação entre os dois países anda arranhada por discussões que vão de controle cambial e disputa de mercados a direitos humanos e a situação de Taiwan. Analistas têm apontado a visita de Hu Jintao como a mais importante de um líder chinês nos últimos 30 anos.

Contratos para a importação de algodão e porcelana e acordos sobre maquinaria e produtos eletrônicos foram fechados no dia anterior, em Houston, pela delegação de negócios que precede o líder máximo chinês – o que assinala bons ventos, salienta a agência oficial Xinhua. “Em seis telas ao mesmo tempo foi mostrado na Times Square o vídeo de amizade no qual predominou o vermelho e algumas figuras reconhecidas mundialmente como o pianista Lang Lang, o jogador de basquete Yao Ming e o astronauta Yang Liwei.”

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Barack Obama deve oferecer um jantar privado a Hu Jintao na Casa Branca na noite desta terça e, na quarta, o presidente chinês é esperado para conversações no Salão Oval e um almoço oficial. Depois, deve seguir para Chicago. Ativistas de direitos humanos organizaram também suas agendas com protestos para a visita.

Nova mentalidade – Em rara entrevista à imprensa americana, Hu Jintao disse que o pragmatismo e a mudança da mentalidade da Guerra Fria com relação à soberania, integridade territorial e os juros respectivos, assim como mais pontos convergentes permitirão à China e aos EUA colaborar em terrenos mais amplos. Os investimentos americanos no país asiático superaram os 60,5 bilhões de dólares até 2010, enquanto as empresas chinesas nos EUA totalizaram 4,4 bilhões de dólares, com grande potencial de crescimento, disse o vice-ministro de Comércio chinês, Wang Chao.

“Os países terão benefícios em suas relações bilaterais sadias e serão prejudicados no caso de enfrentamentos”, declarou Hu Jintao em entrevista publicada pelos jornais The Wall Street Journal e Washington Post. O presidente chinês afirmou ainda que a cooperação regional na Ásia-Pacífico, a melhoria da governabilidade econômica global e a promoção do desenvolvimento sustentável da economia mundial beneficiam os interesses de ambos. Essa cooperação pode estender-se para setores novos como as energias renováveis e limpas, infraestruturas, aviação e a exploração do espaço.

Expectativas – Washington deseja um acesso maior ao mercado chinês para conseguir seu objetivo de duplicar suas exportações nos próximos cinco anos, mas também está preocupado com a modernização do Exército de Libertação Popular da China (ELP) e reivindica a apreciação do yuan.

Ambos os países coincidem na necessidade de reformar o sistema financeiro internacional, alcançar um acordo em mudança climática e lutar contra o crime transnacional e a não-proliferação nuclear, segundo fontes oficiais chinesas, mas divergem sobre o programa nuclear norte-coreano, assunto que deve estar na pauta do encontro histórico entre Hu Jintao e Barack Obama.

(Com agência EFE)

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