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Encontro entre Obama e Dalai Lama é repudiado pela China

Líder espiritual budista, considerado separatista pelo regime comunista, será recebido nesta sexta na Casa Branca. China pede cancelamento da reunião

Por Da Redação 21 fev 2014, 02h31

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá o Dalai Lama na Casa Branca nesta sexta-feira, informou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden. “O presidente se encontrará com o Dalai Lima na sua qualidade de um respeitado líder religioso e cultural”, afirmou a porta-voz.

“Estamos preocupados com tensões contínuas e a deterioração da situação dos direitos humanos em áreas tibetanas da China”, prosseguiu Hayden. “Vamos continuar a exortar o governo chinês a retomar o diálogo com o Dalai Lama ou seus representantes sem condições prévias como um meio para reduzir as tensões”.

Pouco depois do anúncio, o governo chinês emitiu um comunicado no qual pede ao presidente americano que cancele o encontro. “A China se opõe fortemente a isso”, disse o Ministério de Relações Exteriores da China em nota divulgada à imprensa. “Nós insistimos que o lado dos Estados Unidos trate as preocupações da China de um modo sério e cancele imediatamente o encontro planejado”, prossegue o texto.

Não é a primeira vez que a China repudia uma reunião entre Obama e o Dalai Lama. Em 2011, por ocasião de um encontro realizado no Salão Oval da Casa Branca, sem a presença da imprensa e sob absoluta discrição, o governo chinês declarou que o ato representava “uma grave ingerência nos assuntos internos da China” e danificava as relações sino-americanas. Obama afirmou na época que o governo americano considerava o Tibete parte do território chinês, mas expressava seu apoio à defesa dos direitos humanos.

A China, que trata o Dalai Lama como um líder separatista, invadiu o Tibete em 1950. O regime comunista considera que a região sempre lhe pertenceu e teme que a independência tibetana leve ao esfacelamento de seu território. O Dalai Lama fugiu do país em 1959 e se refugiou na Índia depois que uma rebelião contra o regime chinês na capital Lhasa acabou violentamente reprimida pela China.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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