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Emocionado, Willem-Alexander recebe a coroa da Holanda

Beatrix abdicou do trono nesta terça a favor do filho, o novo rei holandês

Por Da Redação
30 abr 2013, 10h07

O novo rei da Holanda, Willem-Alexander, recebeu emocionado nesta terça-feira a coroa holandesa de sua mãe Beatrix. A imagem do novo rei segurando as lágrimas na cerimônia emocionou os holandeses. “Fico feliz e agradecida ao apresentar a vocês o seu novo rei, Willem-Alexander”, disse Beatrix após abdicar do trono a favor do filho.

“Querida mãe, hoje tomei o bastão do trono e estou agradecido, imensamente agradecido, por todos estes anos de dedicação”, afirmou Willem-Alexander na sacada do palácio real de Amsterdã, onde aparecia ao lado de sua mãe e sua mulher, a já rainha Máxima, de origem argentina.

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O novo rei dos Países Baixos, um território com 16,7 milhões de habitantes e que engloba Holanda, Aruba, Curaçao e Saint Maarten, prestou uma singela homenagem à sua mãe e acrescentou que, “em nome também da rainha, agradecia os presentes por todo apoio e confiança”.

A história de Willem-Alexander da Holanda é a de um príncipe que preferia não sê-lo, mas que, com empenho e a maturidade adquirida ao passar dos anos, assumiu seu destino. Desde hoje e junto a sua múlher, a argentina Máxima Zorreguieta, o novo rei da Holanda tem o desafio de manter a credibilidade que sua mãe deu à coroa em seus 33 anos de reinado.

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Nascido no dia 27 de abril de 1967 como primogênito do casamento de Beatrix da Holanda e o aristocrata e diplomático alemão Claus von Amsberg, Willem-Alexander Claus George Ferdinand é o primeiro monarca homem após uma dinastia de mulheres que se prolongou por mais de 100 anos.

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Aos 46 anos, Willem-Alexander também é o primeiro príncipe europeu que assume o bastão da coroa no século XXI. “Willem-Alexander herda todo o profissionalismo de sua mãe, mas, certamente, deverá ser mais próximo do povo, ou seja, um rei acessível e ao que se pode tocar”, diz o historiador Coos Huijsen, especialista na dinastia holandesa.

Histórico – Quando criança, o monarca era espontâneo e brincalhão. Alguns analistas lembram que o mesmo seguia o jeito “playboy” que vinha de sua mãe e que já desqualificava a ação da imprensa, que assinou um pacto com ele depois de adulto para ter a privacidade de sua família preservada.

Sua vontade de se manter no anonimato fez com que o agora rei pedisse aos pais que lhe deixassem estudar o ensino médio em um colégio no País de Gales para poder escapar das câmeras, que nos anos 80 repercutiam a depressão sofrida por seu pai após se transformar em príncipe consorte.

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Mesmo sem se destacar durante o curso de História da Universidade de Leiden, onde seus professores diziam que ele era inteligente, mas não intelectual, reconheceu que o período universitário o ajudou a eliminar as dúvidas sobre seu futuro.

Casamento – Ultimamente, Willem-Alexander se distanciava da imagem de “príncipe Pils” (uma marca de cerveja) adquirida nesses anos, principalmente após seu compromisso com Máxima, a mulher com a qual se casou no dia 2 de fevereiro de 2002 e com a qual teve três filhas: Catalina-Amalia, Alexia e Ariana.

Seu gosto pelo esporte o levou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1998 e fez com que, com apenas 19 anos, participasse da corrida das Onze Cidades, uma rota de 200 quilômetros sobre o gelo na qual o príncipe, cuja identidade não foi descoberta até a linha de chegada, demonstrou ter mais força de vontade do que lhe atribuíam.

O compromisso assumido com Máxima Zorreguieta em 2001 transformou o herdeiro, que, ao lado da argentina (uma “bênção” para a família real, segundo a própria Beatrix), ganhou popularidade e conseguiu superar delicados momentos. A mulher também já conteve suas gafes, como quando saiu em defesa de seu sogro, Jorge Zorreguieta, cujo envolvimento na ditadura argentina semeou controvérsias. “Um pouco tolo”, disse Máxima sobre o deslize de seu marido.

(Com agência EFE)

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