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Embaixada síria no Cairo condena ataque de ativistas

Cerca de 20 pessoas invadiram prédio para protestar contra regime de Assad

A embaixada síria no Cairo condenou a invasão de ativistas a seu prédio nesta sexta-feira, classificando-a como “atentado covarde”. Além disso, o regime de Damasco acusou os manifestantes de fazer parte do grupo opositor Conselho Nacional Sírio (CNS). Em comunicado, a representação diplomática definiu os invasores como “elementos sabotadores que dependem do Conselho de Istambul (em alusão ao CNS) e recebem financiamento de alguns países do Golfo conhecidos por sua hostilidade à Síria”.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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A Embaixada atribuiu às autoridades egípcias “a responsabilidade completa pela falta de proteção do edifício” e assinalou que as forças de segurança egípcias tinham conhecimento das atividades de pessoas que invadiram o prédio e que não fizeram o suficiente para evitar o ataque – os diplomatas sírios alegam ter fornecido anteriormente ao Egito os nomes de alguns dos envolvidos no ataque. O embaixador sírio no Cairo, Yousef Ahmed, pediu às autoridades egípcias que assumam “sua responsabilidade” e tomem as medidas necessárias para perseguir os criminosos, que teriam causado “graves danos materiais”.

O ataque – Ocorrido nesta sexta-feira, o ataque foi um protesto contra a repressão praticada pelo regime do ditador sírio, Bashar Assad. Cerca de 20 pessoas invadiram a embaixada, destruíram os quadros que retratam Assad e roubaram documentos dos serviços secretos sírios, que contêm nomes de agentes infiltrados entre os ativistas.

O episódio aconteceu dois dias depois de uma nova e intensa onda de repressão na Síria, que causou a morte de mais de 100 pessoas. Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas morreram desde o início da revolta na Síria, em março passado. Diante da dificuldade de compilar o número crescente de vítimas, a quantidade de mortos já pode ter passado dos 6.000, afirma a oposição no país.

(Com agência EFE)