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Embaixada dos EUA retira funcionários do Sudão do Sul

Na Etiópia, nações africanas negociam trégua entre os sul-sudaneses

A embaixada dos Estados Unidos em Juba, capital do Sudão do Sul, determinou a retirada de mais funcionários do país, onde rebeldes combatem tropas do governo há três semanas, afirmou a embaixadora nesta sexta-feira. “Nós não suspendemos nossas operações. Nós estamos apenas reduzindo nossa presença”, disse a embaixadora americana Susan Page.

As facções em guerra do Sudão do Sul começaram a negociar nesta sexta-feira em Adis Abeba, na Etiópia, um cessar-fogo para acabar com o conflito, informou o ministério das Relações Exteriores etíope. “As negociações começaram”, afirma um comunicado da chancelaria etíope. O texto destaca que a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento no Leste da África (Igad) “está comprometida de todas as formas possíveis” para encontrar uma solução para o fim do conflito. As duas partes sul-sudanesas estão se reunindo com enviados especiais deste bloco de nações antes do início das negociações frente a frente entre as facções rivais.

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Sudão do Sul

Histórico – O jovem Sudão do Sul, que conquistou a independência do Sudão em julho de 2011, registra desde 15 de dezembro intensos combates entre militares do governo e grupos rebeldes provocados pela rivalidade entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar, destituído em julho. O primeiro acusa o segundo de tentativa de golpe de Estado, o que Machar nega. O ex-vice acusa Kiir de tentar eliminar os rivais. O conflito já provocou centenas de mortes e quase 200.000 refugiados. Testemunhas relatam estupros, assassinatos e massacres por motivos étnicos.

Para tentar encerrar a crise, vários países tentam fazer o papel de mediação. Além da União Europeia (UE), os EUA já enviaram representantes ao país. O presidente Salva Kiir é da etnia Dinka, enquanto o ex-vice-presidente Machar é da etnia Nuer. Com isso, em poucos dias, os embates ganharam ares de conflito étnico entre as duas comunidades, com ondas de violência se espalhando para outras regiões do país.

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(Com agências Reuters e EFE)