Em vitória para Trump, Suprema Corte dos EUA libera obras de salão de baile na Casa Branca
Projeto estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) está em discussão desde 2025
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira, 21, permitir que o presidente Donald Trump continue a construção de um salão de baile na Casa Branca, suspendendo temporariamente uma ordem de um tribunal inferior que interromperia grande parte da obra.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts, assinou uma ordem temporária autorizando a continuação do projeto, estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), enquanto os ministros analisam um recurso emergencial registrado pela comitiva de Trump.
A nova ordem suspende uma decisão judicial de instância inferior, que exigiria a paralisação da construção à meia-noite de sexta-feira. A medida concede mais tempo aos magistrados para examinar o pedido de Trump, que quer que os despachos contra a obra sejam suspensos por tempo indeterminado.
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Recurso apresentado
Na sexta-feira, 14, o republicano pediu ao tribunal superior que permitisse a retomada da construção do salão. A solicitação ocorreu após uma corte federal de apelações determinar a suspensão das obras até que o presidente obtenha autorização do Congresso.
A decisão do Tribunal de Apelações para o Circuito do Distrito de Columbia, tomada por 2 votos a 1, manteve uma liminar contra a construção. A maioria dos magistrados afirmou que mudanças estruturais de grande porte na residência presidencial não podem ser realizadas pelo Executivo sem aval do Legislativo.
“Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca”, escreveram os juízes.
O governo, porém, sustenta que interromper os trabalhos neste momento provocaria prejuízos à obra. Segundo a administração, a construção já estaria cerca de 65% concluída e deixá-la exposta às intempéries poderia comprometer a estrutura e a aparência do projeto.
Segurança nacional
A Casa Branca também passou a enfatizar argumentos de segurança para defender a continuidade das obras. O governo afirma que o novo edifício poderá abrigar sistemas de defesa, incluindo drones, destinados a proteger o complexo presidencial e áreas de Washington.
Trump inicialmente justificou a construção pela necessidade de receber chefes de Estado, autoridades estrangeiras e outros convidados em eventos oficiais com estrutura adequada. O projeto prevê um salão de aproximadamente 8.400 metros quadrados no espaço onde ficava a Ala Leste, demolida pela administração no ano passado.
A oposição, contudo, acusa o presidente de usar a Casa Branca para projetar sua própria imagem e de promover intervenções excessivas em prédios e monumentos públicos.
O custo estimado do salão também se tornou alvo de críticas. O projeto, que inicialmente tinha orçamento de US$ 200 milhões, passou a ser avaliado em US$ 400 milhões. Trump afirma que a obra é integralmente financiada por doações privadas e atribui o aumento ao tamanho maior e à qualidade superior da construção.
O presidente classificou a decisão judicial como uma “vergonha nacional” e insiste que o projeto deve prosseguir.
O governo ainda enfrenta a oposição de grupos de preservação histórica, que alegam que a demolição da Ala Leste e a construção do novo salão alteram significativamente um dos edifícios mais simbólicos dos Estados Unidos.
O episódio se soma a uma série de intervenções promovidas por Trump em Washington desde seu retorno à Casa Branca. Segundo Washington Post, as reformas e mudanças realizadas pelo presidente em propriedades e instalações ligadas à sede do governo já alcançaram pelo menos US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões).







