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Em vitória para Trump, Suprema Corte dos EUA libera obras de salão de baile na Casa Branca

Projeto estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) está em discussão desde 2025

Por Luiza Zubelli 21 ago 2026, 18h04
Em vitória para Trump, Suprema Corte dos EUA libera obras de salão de baile na Casa Branca Priorizar nos meus resultados Google

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira, 21, permitir que o presidente Donald Trump continue a construção de um salão de baile na Casa Branca, suspendendo temporariamente uma ordem de um tribunal inferior que interromperia grande parte da obra.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, assinou uma ordem temporária autorizando a continuação do projeto, estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), enquanto os ministros analisam um recurso emergencial registrado pela comitiva de Trump.

A nova ordem suspende uma decisão judicial de instância inferior, que exigiria a paralisação da construção à meia-noite de sexta-feira. A medida concede mais tempo aos magistrados para examinar o pedido de Trump, que quer que os despachos contra a obra sejam suspensos por tempo indeterminado.

+O polêmico projeto de Trump para um novo salão de baile de mais de R$ 1 bi na Casa Branca

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Recurso apresentado

Na sexta-feira, 14, o republicano pediu ao tribunal superior que permitisse a retomada da construção do salão. A solicitação ocorreu após uma corte federal de apelações determinar a suspensão das obras até que o presidente obtenha autorização do Congresso.

A decisão do Tribunal de Apelações para o Circuito do Distrito de Columbia, tomada por 2 votos a 1, manteve uma liminar contra a construção. A maioria dos magistrados afirmou que mudanças estruturais de grande porte na residência presidencial não podem ser realizadas pelo Executivo sem aval do Legislativo.

“Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca”, escreveram os juízes.

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O governo, porém, sustenta que interromper os trabalhos neste momento provocaria prejuízos à obra. Segundo a administração, a construção já estaria cerca de 65% concluída e deixá-la exposta às intempéries poderia comprometer a estrutura e a aparência do projeto.

Segurança nacional

A Casa Branca também passou a enfatizar argumentos de segurança para defender a continuidade das obras. O governo afirma que o novo edifício poderá abrigar sistemas de defesa, incluindo drones, destinados a proteger o complexo presidencial e áreas de Washington.

Trump inicialmente justificou a construção pela necessidade de receber chefes de Estado, autoridades estrangeiras e outros convidados em eventos oficiais com estrutura adequada. O projeto prevê um salão de aproximadamente 8.400 metros quadrados no espaço onde ficava a Ala Leste, demolida pela administração no ano passado.

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A oposição, contudo, acusa o presidente de usar a Casa Branca para projetar sua própria imagem e de promover intervenções excessivas em prédios e monumentos públicos.

O custo estimado do salão também se tornou alvo de críticas. O projeto, que inicialmente tinha orçamento de US$ 200 milhões, passou a ser avaliado em US$ 400 milhões. Trump afirma que a obra é integralmente financiada por doações privadas e atribui o aumento ao tamanho maior e à qualidade superior da construção.

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O presidente classificou a decisão judicial como uma “vergonha nacional” e insiste que o projeto deve prosseguir.

O governo ainda enfrenta a oposição de grupos de preservação histórica, que alegam que a demolição da Ala Leste e a construção do novo salão alteram significativamente um dos edifícios mais simbólicos dos Estados Unidos.

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O episódio se soma a uma série de intervenções promovidas por Trump em Washington desde seu retorno à Casa Branca. Segundo Washington Post, as reformas e mudanças realizadas pelo presidente em propriedades e instalações ligadas à sede do governo já alcançaram pelo menos US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões).

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