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Em visita ao Brasil, presidente egípcio fala em aproveitar “experiência democrática”

Mohamed Mursi deixa as acusações sobre a instalação de uma nova ditadura no Egito de lado e elogia processo de redemocratização no Brasil

Por Claudia Andrade, de Brasília
8 Maio 2013, 19h39

Para a população egípcia que lutou pela queda de Hosni Mubarak, o membro da Irmandade Muçulmana Mohamed Mursi, que o substituiu no poder, está instalando uma nova ditadura no país. Mas, em visita a Brasília nesta quarta-feira, ele falou em “aproveitar a experiência de democratização do Brasil”.

Ao falar sobre a troca de informações entre os dois países, Mursi citou, ao lado da democratização, “a erradicação da pobreza e o desenvolvimento social”. “Queremos aproveitar essa experiência brasileira. Fiquei feliz de observar a vontade do Brasil em querer nos ajudar”.

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Em discurso ao lado da presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, Mursi não mencionou os problemas políticos de seu país, claro. Não falou sobre a demanda da oposição pela instalação de um gabinete que não seja dominado por aliados islâmicos – devidamente ignorada por seu governo que, nesta terça, anunciou uma reforma ministerial, com a troca de nove ministros. A mudança aumentou a influência dos islâmicos no governo.

Antes mesmo de Mursi falar sobre a “democratização”, Dilma havia mencionado o tema. A presidente destacou que o governo de Mursi “dá expressão às legítimas aspirações do povo egípcio por liberdade, justiça social e desenvolvimento”. Mencionou o “processo transformador desencadeado pelas manifestações na Praça Tahir” e acrescentou que o Brasil “viveu processo similar a partir dos anos 80”. “Tenho convicção que no Egito, como no Brasil, os ventos da redemocratização vão ser os precursores de um projeto econômico renovado, tanto do ponto de vista social quanto político”.

Prós e contras – Em dezembro passado, o Egito aprovou às pressas uma Constituição elaborada por uma Assembleia Constituinte dominada por islâmicos. O texto, entre outras coisas, permite a censura e a perseguição a opositores e não garante o direito das mulheres. A Carta Magna foi aprovada em referendo que contou com a participação de apenas 33% dos eleitores. O governo defende que a Constituição finaliza o processo de transição no país, mas os opositores questionam sua aprovação.

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Ao lado da crise política, o Egito também está mergulhado em uma crise econômica e negocia um empréstimo de 4,8 bilhões de dólares com o FMI. Um dos pontos principais da fala de Mursi em Brasília foi exatamente o chamado para que o governo e os empresários brasileiros invistam no país.

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Sobrou espaço também para falar sobre os problemas dos vizinhos. Mursi defendeu que a solução para o conflito na Síria passa por um grupo regional, com o apoio dos países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e reafirmou seu apoio ao povo palestino.

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