Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Em vídeo, Amedy Coulibaly diz representar Estado Islâmico

A autenticidade do vídeo ainda não foi confirmada pelas autoridades francesas. Nas imagens, homem que diz ser Coulibaly afirma que matou em nome da organização e fabrica bombas caseiras

Um homem que alega ser Amedy Coulibaly reivindicou, em vídeo póstumo postado neste domingo na internet, o ataque a um mercado kosher [alimentos preparados de acordo com as leis da religião judaica] no leste de Paris, na última sexta-feira. Ele também afirmou representar o Estado Islâmico (EI). Antes de invadir o mercado, ele havia tirado a vida de uma policial, quinta-feira,

As imagens o identificam como Amedy Coulibaly, 32, autor do ataque ao mercado na área conhecida como Porte de Vincennes, que deixou quatro mortos, e do ataque a uma policial em Montrouges, subúrbio ao sul de Paris. Vestido com o keffieh, traje muçulmano, olhando para a câmera e em frente a uma bandeira negra, ele diz que agiu de forma sincronizada com os irmãos Kouachi, que fizeram o atentado ao semanário Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas, em Paris. Coubaly e os irmãos Cherif e Said Kouachi foram mortos na última sexta-feira pela polícia francesa.

Leia também:

Milhares de pessoas se reúnem para manifestação em Paris

Inteligência francesa ainda tem respostas a dar e ameaça a combater

O vídeo, de 7 minutos e 17 segundos, foi rapidamente tirado do ar e ainda não teve a autenticidade comprovada pelas autoridades. De acordo com os jornais franceses Le Monde e Le Figaro, o ex-advogado de Coubaly, Damien Brossier, confirmou que o homem no vídeo é seu ex-cliente.

Nas imagens, o homem afirma que se reporta ao “califa dos muçulmanos, Abu Bakr al-Baghdadi, o califa Ibrahim” e “jurou fidelidade ao califa desde a declaração do califado”. Ele também afirma ter ajudado os irmãos Kouachi com “milhares de euros”. O vídeo também mostra o homem fazendo bombas e vestido com o que aparenta ser um colete à prova de balas.

A polícia francesa e os serviços secretos de inteligência continuam a procura por cúmplices dos terroristas que mataram dezessete pessoas nos últimos dias em Paris. A principal procurada é Hayat Boumeddiene, mulher de Coubaly, que escapou durante a invasão policial do mercado kosher.