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Em reunião da Otan, Zelensky pede assistência sem restrições contra Rússia

Sem reiterar pedidos de zona de exclusão aérea ou participação na aliança, presidente ucraniano discursou no início de cúpula extraordinária

Por Caio Saad Atualizado em 24 mar 2022, 10h02 - Publicado em 24 mar 2022, 09h41

Aos líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), reunidos em Bruxelas nesta quinta-feira, 24, para cúpula extraordinária, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu assistência “sem restrições” do Ocidente na área de segurança.

Durante discurso em vídeo, o líder ucraniano não chegou a fazer seus já costumeiros pedidos por uma zona de exclusão área ou para participação da Ucrânia na aliança militar ocidental. De acordo com a autoridade americana, Zelensky usou o momento para falar “de forma muito eloquente” sobre os esforços militares de seu país para defender cidadãos e valores democráticos, incluindo a disposição de cidadãos em ajudar nos esforços de guerra.

“Para salvar nosso povo e nossa cidade, a Ucrânia precisa de assistência militar sem restrições. Da mesma maneira que a Rússia está usando seu arsenal completo sem restrições contra nós”, disse o líder ucraniano, segundo o jornal inglês The Guardian. “Vocês podem nos dar 1% de seus aviões. Até 1% de seus tanques. Um por cento!”.

Sem dar detalhes, ou apresentar provas concretas, Zelensky acusou a Rússia de usar arma de fósforo branco, frequentemente utilizada para marcar alvos inimigos e produzir uma cortina de fumaça para esconder movimentação de tropas. Quando em contato com a pele, no entanto, pode queimar até ossos, podendo matar ou ferir seriamente civis.

“Nesta manhã, por sinal, bombas de fósforo foram usadas. Bombas russas. Adultos foram mortos e crianças foram mortas”, disse. “A aliança pode mais uma vez impedir a morte de ucranianos por ataques russos, pela ocupação russa, aos nos enviar as armas que precisamos”.

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O discurso de Zelensky, que deu início à cúpula, foi seguido por fala do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que apresentou uma ação coordenada do Ocidente para sanções contra a Rússia pela invasão ao país vizinho, em 24 de fevereiro.

Segundo uma autoridade sênior do governo americano que participou do encontro a portas fechadas, citada pela rede CNN, Biden “apresentou uma série de questões que a aliança terá que lutar contra” nos próximos meses antes do próximo encontro regular, marcado para junho na Espanha.

Enquanto novos compromissos para ajuda militar e humanitária devem ser adotados, a perspectiva para medidas mais duras ainda são escassas, apesar de pressão internacional para intervenção no conflito.

Em discurso nesta quinta-feira, pouco antes do início do evento, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, reforçou que espera o anúncio de novos grupos de apoio militar na Bulgária, na Hungria, na Romênia e na Eslováquia, além de fornecer mais recursos à Ucrânia e intensificar ajuda a outros parceiros em risco de pressão russa.

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Stoltenberg sublinhou, no entanto, que não levará tropas para o teatro de guerra ucraniano e não atacará diretamente as forças russas no espaço aéreo, deixando clara a rejeição à ideia de uma zona de exclusão aérea.

Pouco antes na quarta-feira, ele já havia dito esperar que “os aliados concordem em oferecer apoio adicional, incluindo assistência para cibersegurança, assim como equipamento para ajudar a Ucrânia a se proteger contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares”. 

Stoltenberg não quis dar detalhes sobre o tipo de equipamento que os membros da Otan poderiam oferecer à Kiev para a defesa neste tipo de cenário, mas garantiu que a aliança está preocupada pela possibilidade de uso destes tipos de armas.

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