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Em reunião, Biden e Xi compartilham responsabilidade de evitar conflito

Apesar do tom conciliador, líderes discordaram em questões-chave, como a luta pela independência em Taiwan

Por Julia Braun 16 nov 2021, 08h46

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder chinês Xi Jinping realizaram um encontro virtual nesta segunda-feira 16, em meio a um aumento de tensões entre as duas potências. Em sua conversa, os dois enfatizaram sua responsabilidade de buscar evitar conflitos.

“Parece-me que nossa responsabilidade como líderes da China e dos Estados Unidos é garantir que nossa competição entre nossos países não se transforme em conflito, intencional ou não”, disse Biden no início das negociações.

Segundo um comunicado divulgado durante a madrugada pela Casa Branca, os líderes falaram sobre as práticas chinesas no Tibete, em Hong Kong e em Xinjiang, entre outras áreas de atrito. “Como em discussões anteriores, os presidentes trataram de áreas em que os interesses se alinham e áreas em que os interesses, valores e perspectivas divergem”, diz a nota.

Biden também disse a Xi que os Estados Unidos continuam comprometidos com a independência de Taiwan, um tópico que tem causado bastante discórdia entre as duas nações diante dos avanços de Pequim contra a ilha.

O líder chinês, por sua vez, disse que seu país teria que tomar “medidas decisivas” se as forças “pró-independência” de Taiwan cruzassem a “linha vermelha”, informou a agência estatal chinesa.

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“A China e os Estados Unidos devem se respeitar mutuamente, coexistir pacificamente, cooperar, administrar adequadamente os assuntos internos e assumir suas responsabilidades internacionais. Precisamos de relações saudáveis e de coexistir em paz”, declarou Xi. O líder chinês também citou a mudança climática e a luta contra a pandemia da Covid-19 como desafios globais prioritários nos quais cooperar.

O encontro virtual segue uma conversa telefônica entre os dois líderes ocorrida em setembro, na qual Biden e Xi reconheceram sua responsabilidade de garantir que a concorrência entre seus respectivos países não culmine em um conflito.

As relações entre os dois poderes se deterioraram durante o mandato de Donald Trump na Presidência dos EUA, com atritos em áreas como comércio, tecnologia, diplomacia, segurança, direitos humanos e a situação em Taiwan.

Em recentes reuniões entre funcionários dos dois países, os Estados Unidos reiteraram suas preocupações sobre os direitos humanos na região de Xinjiang, em Hong Kong, e sobre a situação no Mar do Sul da China. Por sua vez, Pequim espera que Washington adote políticas racionais e pragmáticas e não use questões de soberania e segurança para interferir nos assuntos internos do país asiático.

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