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Em retaliação a foguetes de grupo ligado ao Estado Islâmico, Israel ataca o Hamas

Aviões israelenses bombardeiam neste domingo bases dos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza em resposta a foguetes lançados por brigada que apoia o Estado Islâmico

Por Da Redação - 7 jun 2015, 12h52

Aviões israelenses bombardearam hoje pela manhã um prédio do Hamas na Faixa de Gaza. Os ataques foram uma resposta a foguetes lançados nos últimos dias contra a cidade de Askhelon, ao sul de Israel, na noite de sábado. Os projéteis caíram em regiões abertas, longe das casas. As passagens fronteiriças de Erez e Kerem Shalom foram temporariamente fechadas, exceto para fins humanitários.

Um grupo salafista denominado Brigadas Omar assumiu a autoria dos foguetes. A retaliação aérea ao Hamas acontece porque as forças armadas israelenses consideram esse grupo terrorista como o responsável pelo que acontece na Faixa de Gaza. O Hamas governa a região desde 2007, quando realizou um golpe de Estado e instituiu um governo islâmico.

As Brigadas Omar também afirmaram terem sido os responsáveis por foguetes anteriores lançados contra Israel. Além do discurso antissemita, comum a todas as facções palestinas, as Brigadas Omar também apoiam o grupo Estado Islâmico (EI, ou Isis), que comunga com eles da mesma vertente salafista do islamismo.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reclamou neste domingo que não ouviu até agora nenhuma condenação do resto do mundo aos foguetes lançados de Gaza (três nas últimas duas semanas). “Seria interessante ver se esse silêncio continuará quando a gente usar toda a força para defender nossos direitos”, disse Netanyahu.

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Em pesquisas de opinião, 82% dos israelenses afirmam que uma nova guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza é provável. Metade deles acredita que Israel será o vencedor. Apesar de verem um novo conflito como iminente, 68% dos israelenses acredita que Israel deveria retomar o acordo de paz com os palestinos, oferecendo uma alternativa diplomática.

Em relação ao Estado Islâmico, que conquistou um território no Iraque e na Síria e influencia grupos menores no mundo todo, apenas 42% dos israelenses acreditam que o grupo seja uma ameaça a Israel.

(Da redação)

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